quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Um "bom dia"

"Eu tenho uma mente que consegue me guiar até sua casa
E um coração que pode lhe trazer rosas vermelhas
Minhas intenções são boas e sinceras e verdadeiras
Mas debaixo do meu capô
Está o poder da combustão interna
E Satã é o meu motor "

Cake - Satan is my motor

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Óbito


Durante muito tempo me aconteciam coisas que não sabía explicar,

E de repente eu estava no meio, no meio das hipóteses, perdida d'entre os ventos do sul. Eu era te eu mais profano, teu lado mais perverso e imaculado.

Eu tentei, juro que tentei mas não posso, me sinto um grão de areia, um dentre muitos que não fazem a mínima diferença se for ou não. Minha curiosidade enfim me matou, a flor que você deu a ela tinha espinhos e me cortou, só de ver. Eu não sou a única, a mesma, eu mudei e meu mundo mudou. Eu esperei chegar depois e a peça acabou, sem aplausos a cortina fechou, a luz apagou e o fim começou. Onde volto pra casa, na noite escura, sempre no meio atrapalhando, sempre na influência do mundo pouco a pouco me dissolvendo, esquecendo, vivendo, trabalhando, estudando, observando...
"Mas eis que chega a roda viva. E carrega o destino pra lá."

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

A pilha do relógio

Quanta mudança alcança o nosso ser.
Batalhada de tempo já se foi, levando com ele sentimentos como enxurrada.

O relógio está mais rápido? Só sei que eu nem vi a hora passar e já acabou. A pilha não desiste.
Acaba e recomeça sempre, mesmo que seja ruim demais, a dor vira cos
tume, e o costume, a alegria novamente, mesmo que os olhos escondam,dia e noite, a dor da gente.


Nathalia Barbosa

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Não quero dezembros

Eu não quero dezembros, não quero fim de ano! Só quero férias! Não quero festa nem folia, não quero doces, comidas pesadas de inverno. Na minha terra faz verão, papai noel aqui, só se for no bermudão. Aqui não tem neve, tem granizo. Aqui não tem dor, tem sorriso. Aqui não tem família completa unida, tem mãe que também é pai, filhos sem pais, amigos e amigos...
Clandestina nesse mundo de "meu Deus", fico quieta em meio aos fogos, abraço, desejo bondade e adeus; só em outro Natal...
Pra mim não tem dezembros, quero fevereiro! Não pelo carnaval, pelas festas, pelas fantasias, mas porque quero. Quero quem me quer, quem me quer só vem em fevereiro... E o luxo dos dias que canto no chuveiro pensando em nós, nós todos em um só.
Eu não quero abraçar aqueles beberrões à meia-noite e você longe, desfilando teu vestido de chita branco, usufruindo do teu melhor perfume...

Não Natal

Meu natal não tem
Confraternização da família
Porque eu não gosto do natal
Não tem como amar alguém que nunca se vê

Porque eu não gosto do natal
Porque lá em casa
sentimento real tem pouco
e a mesa farta, farta de outros desejos

Porque meu natal não é feito de presentes
É feito de reflexões
Reflexões me fazem chorar
e eu não gosto do natal

Porque durante a ceia
as vantagens são infinitas
Mas depois da meia noite e meia
Voltamos a ser a mesma família...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Poesia Prevalece!

Prevalece e não morre, está em intensa mutação, de dia de noite e na maioria das vezes de madrugada, onde tudo está em silêncio e a alma encontra espaço no corpo pra se descompor e descansar. Ser imortal, aprendendo a morrer.
Que balada o quê, que baile funk o quê, que show de rock o quê, que... NX Zero? Uma porcaria. Eu quero é TM! Eu quero é Teatro Mágico, eu quero
poesia, quero doçura, quero leveza, quero energia

positiva, corpo suado e dores nas pernas de tanto pular, dançar, mandíbulas duras de tanto rir e cantar, braços amoados de tanto fotografar, olhos brilhantes de tanta emoção que dá se encontrar com o eu, meu eu interior e encontrar o eu do outro no meu.
Que façam seus hits famosos, seus rocks de barulho descontrolado, suas letras que nos deixam magoados. Não, nada mais que TM, o olhar na moça do lenço que roda, que se inverte, que cai e que sobe. A surpresa em cada movimento, sentir-se nada mais que um corpo de encontro ao vento, leve, livre como sou e como sempre fomos.
Sabe, quando você sente várias coisas sobre várias pessoas, sente que seu sentimento precisa de palavra e descrição só que não tem, não sabe como. Quando seu dia precisa de mais calor, sua vida de mais cor, seu sentimentos precisam ser mais reais com toques, cheiros e sabor o Teatro mágico vem "pra temperar os sonhos e curar as febres" de expressão, harmonia, alegria, companhia.
Em homenagem à todos os carejangrejos que admira essa trupe, que leva consigo suas idéias, músicas, pra quem também não conhece e quem faz teeeempo que acompanha. Pra todos nós, por todos nós:



De cima pra baixo - Juh, Eu, Natoka e a Claudinha

Camarada d'água


Viva a tua maneira
Não perca a estribeira
Saiba do teu valor

E amanheça brilhando mais forte
Que a estrela do norte
Que a noite entregou!

Cantando...
Camarada d'água
Fique peixe de manhã, de madrugada
Fique todo hora que for

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Olhar Maduro


Boa tarde de 02 de outubro, amanhã é sexta e estou feliz, pois desde segunda apenas o que eu penso, a minha armadura foi programar-me pro sábado, e bom, sábado vai chover! No dia do show do Teatro Mágico VAI CHOVER!
Ok, tentarei ser o mais otimista possível acreditando que os caras da meteorologia estão do lado de nós carejangrejos.
Enfim, embora a vida nos dê dificuldades, temos os planos pra gente se firmar em algum lugar. A gente fica esperando algo cair do céu, bate uma mamona na sua testa!
Ou, se você ficar parada, vem pessoas e "roubam o que é seu" não... que isso... besteira pura.
Não é possível que tudo aquilo que a planta, cultiva no convívio com alguém pode virar poeira do momento em que outra pessoa aparecer. Não, mentira... A maturidade consiste em saber cultivar o que lhe é bom.
Durante toda essa semana comecei um enlace forte com a minha mente, a de praticar um lado mais maduro meu, sabendo separar o que me faz bem do que eu não posso viver agora.
Minha amiga gravou Os Monólogos da Vagina pra mim e eu adorei! Um documentário que todas as mulheres deveríam ver, é inteligente, engraçado, original, descontraído, montado à partir de depoimentos de todas as mulheres do mundo. O legal é que um tema tão politicamente incorreto, pouco discutido e que pode ser até dito "banalizado" contado de uma forma tão real e natural que não há mulher no mundo que não se identifique em momentos do início ao fim.
Assistí-lo meu deu muita vondade de fazer um documentário sobre algum tema, algo que englobasse uma grande quantidade de pessoas, que se sentisse bem assistindo igual eu me sentí ao assistir.
Vou dar uma palhinha dele:
"Uma mulher com seus 73 anos de idade nunca tinha visto a sua vagina. Já tinha filhos e nunca tinha olhado.
Até que um dia foi no médico fazer exames e contou que nunca tinha olhado, analisado ela. Bom, o médico a orientou de como faría para vê-la e ela o fez.
Chegou em casa, colocou o espelho no chão apoiou-se deixando as mãos tocar no espelho, ficou de cócoras e quando a viu pela primeira vez aos 73 anos, chorou."
Amadurecer é a palavra da vez, descobrir o fim do mundo e se refazer. Quem me segue?
DVD do momento: "Os Monólogos da Vagina."

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Render-se?

Eu entro na minha caixa de e-mail pra ver conselhos, conselhos que muitos não pedi. Alguns muitos me irritam, talvez pelo simples fato de não haver ocasião, motivo nem precisão.
Um deles que me chama atenção e que eu ainda não o exclui tem como assunto: Renda-se.
Render-se, a quê? Com qual finalidade? Qual o propósito? Eu me rendo sim, ainda mais agora que meus dias não são cá muito bons, aliás se vier me visitar no meu mundo traga um guarda-chuva e uma capa, talvez até um colete a prova de balas porque aqui a tristesa tá atirando pra tudo quanto é lado.
Render-se aos momentos que você vai lembrar com um sorriso nos lábios sim, mas não pra algum dia eu conseguir mais tempo quando falar da minha vida. Não há a quem se render, não há porque, porque o que eu quero agora.
Sou alvo fácil nesses momentos, mas render-se não. Quero me resguardar, descansar no sétimo dia, no primeiro também e por aí vai...
Não tem porque se preciptar, também não há motivo pra parar. O que é certo no momento é caminhar, empurrar com a barriga e aceitar, até a hora em que eu me conforme e alivie mais. Eu só quero que o dia termine bem. Não porque pular do penhasco nem ver a grama crescer.
Faz sentido estabelecer o espírito pra recomeçar a viver.
E só.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

De Mallu pra Manu

O que eu quería dizer por mundo eu deixo falar, repouso aqui o meu espírito e me permito desabafar.

Vanguart
Mallu Magalhães
Composição: Mallu Magalhães

Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal
Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz
Levantasse o meu astral
7 dias vão e eu nem fui ver
7 dias tão fáceis de se envolver
Ah, se eu tivesse fotografado
Se eu tivesse integrado
Num mundo sobrenatural
Ah, eu seguiria o realejo
Desenharia o que eu vejo
No meu cereal
30 dias do mês que ficou pra trás
E eu sou só mais um desses meros tão mortais
Ah, se eu fizesse alguma diferença
Se eu curasse uma doença
Com uma força genial
Ah, eu cantaria pra fazer sorriso
Eu perderia o meu juízo
Só pra ser especial
7 dias vão e eu nem fui ver
São 7 dias tão fáceis de se envolver
30 dias do mês que ficou pra trás
E eu sou só mais um desses meros tão mortais
Ah, se eu fizesse tudo que eu sonho.
Se eu não fosse assim tão tristonho
Não seria assim tão normal
Ah, se eu fizesse o que eu sempre quis,
Se eu fosse um pouco mais feliz
Se eu levantasse o meu astral

Os Contos que os Anos contam.

Durante todos esses anos um certo desejo impertinente é o de voltar a ser criança. Aquela vida de todo dia ser um dia novo. A sensação boa, imaginem só, acordar a primeira vez no berço e descobrir que há dias depois das noites e que se descansa depois de um dia inteiro sem saber fazer o quê.
A primeira palavra de várias, o primeiro contato, a roupa suja, o dente que dói ao nascer, os risos e as surpresas que damos em nossos pais por sempre fazermos aquilo que eles não esperam que façamos.
Quando criança a gente vive, não se têm memórias, é uma total folha branca, uma infinita descoberta, no ímpeto da curiosidade, no nirvana das cócegas, os amigos de estimação que nos acompanham, o corre-corre, os tombos, as balas mastigáveis, os horários sempre cumpridos, os desenhos que fazemos, as amizades que se cumprem pra vida inteira.
Nós aprendemos a ler, pra quando adultos interpretarmos escritos, cientes disso procurarmos as verdades de um assunto pra não crescer arrancando da gente a criança sincera e feita de vida, vida aquela que quando crescida vira madeira; onde qualquer um que nos “bique” com a boca afiada nos machuca, e amadurecemos com alguns pequenos buracos.
Nos tempos de hoje as crianças são adolescentes, os adolescentes são adultos, os adultos são idosos e idosos são pessoas que se tornam novamente crianças, precisando de cuidados essenciais pra sua sobrevivência pelas constantes “arrancadas” que dão às suas idades, pela necessidade de ter sempre idade a mais a que tem.
Por essas e outras, alimentemos pois a criança que não morre na gente, é só ela que vence nas horas de fraqueza da vida, ela sempre imortal nas suas atitudes.
Durma criança nossa, durma que amanhã é você quem ganha minha falta, minha luta, meu termo do meio, minha maior dificuldade.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Primavera !




Primavera,
manhã tão clara
Cada flor em seu momento,
devido tempo brotará,
Pra que o sol aqueça
Cada uma igualmente ilumina.
Não importa se seja gramínea ou flor
Violeta, roseira, seja o que for
Seu papel não será menor para o Senhor
Que diferentes nos fez, mas com igual valor
Flor do céu, cada um com seu papel
Vamos ensaiar pra gente cantar
Canções lindas, lindas pro nosso Deus
Se da abelha é o mel,
eu sou do céu...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Extremo Antônimo


Pensando em nós, como ficamos tão bem juntas, nos damos tão bem, você me ajuda tanto, tentei então buscar uma resposta pra essa pergunta: Como?

Pois bem, imaginando que houvesse vida após a morte; vivíamos no século XIX, éramos inimigas terríveis, mortais! A Terra não sobrevivería se as duas continuassem vivas habitando este mesmo solo. Um dia em um combate de "cachorro grande", uma morre. Só que ainda assim seu ódio não se cura porque os maus agoros continuava espalhados pela terra. Em consequência sua vida foi tirada pelos seus inimigos.

Um dia, Deus remexia seus arquivos e encontrou a história dessas pobres criaturas e decidiu dar-lhes uma nova chance pra suas medíocres vidas, mas para castigo maior; as duas teríam que ser inseparáveis e vagar juntas pelos confins do universo. Então reencarnaram na pele de Nathalia Barbosa e Manuela Ramos.

Tem castigo pior que esse?

Poetisa aspirante

Não perca de vista nossos planos
Não faça dos enganos o teu caminho
A estrada é longa
E sei que hei de me sentir sozinho
Mas a vida de mim me fez cigano
Pra caminhar sem destino
Por um amor sem pranto.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A Luz do teu dia

Sinto que não estou infeliz...
É minha característica principal ficar triste
Com os planos que não conclui
Faz parte de mim
Não querer por alguma razão que desconheço.

Li livros, compus canções.
E: De nada, foi o que me disse...
E aí? Qual o assunto principal?
Peraí, porque me deixaram isolada?

Há um minuto atrás eu era eu
Só eu
Agora eu sou a razão
De querer pôr algo em prática

Minhas palavras são repetidas
Tudo o que disse, mas algo eu esqueci.
Ou será que repeti?
Mas ainda tem algo preso na minha garganta
Por quê?

Sim, eu sei bem tudo o que me dói
Tudo que aqui dentro me esvazia
Falta-me, eu sei, não tenha dúvida
Pois é essa minha rotina
De sentir saudade do que tenho
É isso...

Você pode ser
Você pode ser tudo que pensa
O que eu sou?
Eu sou a falta
Eu sou o que te socorre

Nenhuma pergunta

Ok, entendo, deve ser difícil ser você
Eu não queria ser
Ok, lamento...
Deve ser terrível

Você me deixou, isso é passado
Mas ao contrário do que muitas fazem
Eu festejo
Foi melhor pra mim

Hoje você me olha achando que tem
Alguma nova questão
Oh não baby, não há nenhuma pergunta
Ah não ser uma
Como eu pude te aceitar ?

Você não pode entender
É uma energia cheia e farta
Que passeia pelas veias e pensamentos
Uma casa bem produtiva eu tenho
Oh não baby, esquece
Oh não baby, dessa vez não
Não mesmo
Nem vem
Agora eu sou uma mulher =]

GAROTAS

Quanta pretensão
Você não me engana baby
Você me contou seus segredos sem querer
Agora te tenho na palma da mão

Você começou ganhando
Mas garotas viram a mesa
Você não acreditou e ficou parado
Eu acreditei e segui em frente

Hoje eu tenho tudo o que quero
Hoje meu dia é mais feliz
Hoje eu sou eu, só eu
Hoje sou minha

Garotas são melhores quando são garotas
Quando são suas
Garotas são melhores quando não tem
Alguém como você por perto

Garotas sofrem mas superam
Garotos sofrem,
Se calam, se privam
Se torturam


Garotas contam e recontam suas histórias
Garotas desabafam e não carregam
O peso do passado
Por isso são tão leves

Garotas são sensíveis e sensatas
Garotas são fortes, são tão altas quanto querem
Mas não parece quererem
Parece merecerem ser o que são

Garotas são tão belas
Com aquele pijama de moletom
Com aquele casaquinho de verão
Com aquele vestido de um domingo de sol

Garotas sonham
Garotas vivem imaginando
Construindo e fazendo
Do mundo um lugar melhor

Garotas são inteligentes
Sabem bem o que querem
Garotas educam sua rotina
Quando mulheres educam seus filhos


Garotas sorriem
Quando não há meio de sorrir
Garotas acompanham
Garotas não o deixaram só

Garotas fingem
Fingem que não se importam
Mesmo quando seus corações são jogados
Jogados como cinzas ao vento

Garotas são alma
Uma alma em contínua superação
Garotas vivem para mostrar o que são
Quando a situação exige delas, o que parecem não oferecer

Olhando de longe aquela bela mulher
Que conversa com sua filha
Conversando com a garota
Que nunca deixara de ser.

Teus olhares encabulam
Garotas
Olhar o teu olhar no meu
A simples vida na sua frente


Por mais longe que estejam
Por mais frio que sejam seus dias
Por mais complicada
Por mais uma superação

Por tudo isso, são garotas
Garotas esperam
Garotas silenciam
Garotas amam

Garotas não deixam de ser garotas
Por uma simples canção
Apaziguável situação
São belas e perfeitas
Por simplesmente serem garotas.

Serena

Quero algo que não tenho, quero o simples e o todo de um momento. Não quero ponta de faca e nem fragmento. Quero o corpo inteiro, a música inteira e o copo cheio, face a face com meu devaneio. Eu não vivo por metades, às bordas e jogada aos navios esperando bóia e salva-vidas. Eu não vivo no mar, onde tem terra pra pisar é que eu habito, é o que vivo, na certeza de não cair.
Tive ataques esses dias, foram lamentos de algo não vivido, mas diga-me, o que o ser humano ganha com isso? Faças as ressalvas que quiserem, esse discurso eu já ouvi. Não quero soluções e tampouco explicações. Quero ouvidos pra que ouçam, olhos que me penetrem como boas notícias pra alma. Que me abraça e me acalma. Uma alma como a minha, serena e tranqüila, doce, amável. E que esses momentos sejam tão maravilhosos que passem na minha cabeça como flashs numa memória impecável.

"Em dias frios, a miséria é o cobertor sem ter por perto meu amor."

Manu

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Menina

Raul e Lívia se conheceram no trabalho, trocaram e-mails e começaram a conversar e foram se encontrando. Só que Raul era monótono nas conversas, Lívia era mais expontânea, dinâmica, gozava de seus 16 anos aos pulos, seus finais de semana não acabavam antes de uma interatividade com seus amigos. A mãe entendia, afinal, jovem e bonita, a vida só se vive uma vez.
Raul é estagiário, faz faculdade e consome no vácuo glórias que ainda não tem. No mesmo lugar onde Raul trabalha, foi admitido fulano de 23 anos, efetivo. O reinado de Raul ali teve fim, já não era mais o único cara bonito e interessante pra se conviver.
Um dia, ele telefonou e foi direto, querendo vê-la chamou-a para um cinema, na sua alegria de moça nova aceitou, mas, sensata avisou:
- Chego antes das nove.
Concordou, viram o filme comportados e depois entraram numa lanchonete para conversarem, sentaram-se numa mesa discreta no fundo.
R - E... você já namorou?

L - Sim, já... por 06 meses. - O máximo foi 2 meses - E você namora?

R - Não, mas já namorei. Assim, namorei mulheres, não meninas como você.

O espanto de Lívia com a altivez de Raul foi tão intenso que sentiu sua pressão baixar e percebeu que todo seu preparo e investimentos para uma noite tão especial foram descartados após aquela frase tão perpétua pro seu novo coração. Ela, pra se recompor, calou-se, mas logo em seguida, mostraría-se mais ríspida e firme. Encorajou-se com as poucas forças que lhe restava.
R - Então, eu quería te fazer uma pergunta meio indiscreta...
L - Fala.
R - Ah não, é chato perguntar isso...
L - Pergunta logo Raul!
R - Não...
L - Vai logo! Pergunta logo se eu sou virgem!
R - E você é?
L - Não, mas eu sou uma menina! Tenho corpo de 16 anos e não penso como uma menina de 10 anos.

R - Não, não... Que isso! Também não é pra tanto!

Conversa vai, conversa vem e como todo homem, instigou:
R - Fulano vai viajar e meu deu a chave do apartamento dele, vamos lá no fim de semana?
Lívia aceitou, numa febre intensa, algo novo que consumia seu corpo moço, não sabía se era paixão ou algo mais sério, que talvez mudasse sua vida para sempre.
No dia e na hora marcados, eles se encontraram numa praça próxima ao apartamento, Lívia cheirava a colônia barata e Raul a um perfume que o deixou pobre o mês todo; ela, ao contrário do que ele pensava, estava convicta e segura em cima dos saltos, num vestido colado na cintura, cabelos soltos e batom levemente avermelhado. Ele de tênis e calça jeans, camisa de colarinho verde e cabelos ao vento.
Viraram a esquina e chegaram, lá eles sentaram e serviram-se de um vinho novo, num sofá velho ele a beijou de um jeito bruto, ela o afastou numa grande repulsa e o viu se contorcendo no chão, na esperança de respirar morreu olhando a vingança e o sarcasmo naqueles olhos de menina.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Soneto LXXXVIII

Quando me tratas mau e, desprezado,
Sinto que o meu valor vês com desdém,
Lutando contra mim, fico a teu lado
E, inda perjuro, provo que és um bem.
Conhecendo melhor meus próprios erros,
A te apoiar te ponho a par da história
De ocultas faltas, onde estou enfermo;
Então, ao me perder, tens toda a glória.
Mas lucro também tiro desse ofício:
Curvando sobre ti amor tamanho,
Mal que me faço me traz benefício,
Pois o que ganhas duas vezes ganho.
Assim é o meu amor e a ti o reporto:
Por ti todas as culpas eu suporto.
William Shakespeare

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Brilhα Onde Estiver - O Teαtro Mαgico


Nαo hα de ser nαdα, pois sei que α mαdrugαdα αcαbα, quαndo α luα se põe
O αbrαço de vαmpiro é o sorriso de um αmigo e mαis nαdα
Nαo hα de ser nαdα, pois sei que α mαdrugαdα αcαbα, quαndo α luα se põe
A estrelα que eu escolhi nαo cumpriu com o que eu pedi
e hoje nαo α encontrei
Pois cαiu no mαr, e se αpαgou
Se souber nαdαr, fαçα-me o fαvor
O milαgre que esperei nuncα me αconteceu
Quem sαbe é só você
Prα trαzer o que jα é meu

Brilhα onde estiver
Fαz dα lαgrimα o sαngue que nos deixα de pé



Cresci

Um velho

- Porque empalideces, Solfieri? - A vida é assim. Tu sabes como eu o sei. O que é o homem? É a escuma que ferve hoje na torrente e amanhã desmaia, alguma coisa de louco e movediço como a vaga, de fatal como o sepulcro! O que é a existência? Na mocidade é o caleidoscópio das ilusões, vive-se então da seiva do futuro. Depois envelhecemos: quando chegamos aos trinta anos e o suor das agonias nos grisalhou os cabelos antes do tempo e murcharam, como nossas faces, as nossas esperanças, oscilamos entre o passado visionário e este amanhã do velho, gelado e ermo - despido como umcadáver que se banha antes de dar à sepultura! Miséria! Loucura!
- Muito bem! Miséria e loucura! - interrompeu uma voz. O homem que falara era um velho. A fronte se lhe descavara, e longas e fundas rugas a sulcavam: eram as ondas que o vendo da velhice lhe cavara no mar da vida... Sob espessas sombrancelhas grisalhas lampejavam-lhe olhos pardos e um espesso bigode lhe cobria parte dos lábios. Trazia um gibão negro e roto, e um manto desbotado, da mesma cor, lhe caía dos ombros.
- Quem és velho? - pergunta do narrador.
- Passava lá fora, a chuva caía a cântaros, a tempestade era medonha, entrei. Boa noite, senhores! Se houver masi uma taça na vossa mesa, enchei-a até as bordas e beberei convosco.
- Quem és?
- Quem sou? Na verdade fora difícil dizê-lo: corri muito mundo, a cada instante mudando de nome e de vida (...) Quem sou? Fui um poeta aos vinte anos, um libertino aos trinta - sou um vagabundo sem pátria e sem crenças aos quarenta.

AZEVEDO, Álvares de. Noite na taverna. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br

Ganhei esse texto de uma professora de português que eu não gostava, mas lembrarei dela não pelas impertinências, mas sim pela graça de me ter dado esse texto.

Ilusão

Seus olhos me entorpeciam
Hoje perderam a magia
Dez anos de espera
Pensei que acabaria...
Mas não
Continua a me ignorar
"Eu te Amo!"
E não irei lhe contar
Por muito te amar
Eu suo, eu tremo, perco o ar
Tudo apenas com um olhar
Mas não consigo te ignorar
Não consigo parar de em ti pensar
Já tentei parar de gostar de ti
Mas o coração é insistente
Não me deixa esquecer-te
E assim como uma fênix
Meu amor por ti renasce das cinzas passadas
Estou me torturando
Estou enlouquecendo
Fico pensando
Estou morrendo
Por que me largou
Deixou-me pra trás
Cospe em quem te amou
Não vou insistir mais
Você me destruiu
Eu apenas te desejava
Te amava
Matou minha alma
Perdi-me do seu caminho
Mas saiba, vou te encontrar
Pois nossos destino estão traçados
Nunca deixarei de te olhar
Enquanto isso me iludo
Minto para mim que sou feliz
Minto para o mundo
Sou infeliz
Um grito no escuro
Tiago Santos
Poemas de 15 minutos

"Este não é apenas para você ele é seu! De seu eterno amigo."
Um dia eu contei uma história minha pro Tiago, algo que eu não considero comum, o que vocês Lêem aqui pode dar ares de algo platônico, mas era mais que isso, só que é passado. Ninguém sabe dos motivos do coração, mas o fato é esse, minha vida não pôde esperar e eu segui em frente. Descobri que a felicidade é responsabilidade nossa, minha vida em minha mão como um grão frágil. Digo ADEUS à solidão, hoje sou mais minha, sou mais eu.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A net tem olhos e os olhos têm blogs!

Oh girls! My Girls! Salvem essas pobres mentes...
Cuidado com o que vocês andam falando pela net, vai que eu gosto e publico huahuahuahua
Gente, adoro enquete, o bom da enquete é que com boa persuasão e sutileza a gente consegue respostas bem interessantes rsrsrsrrss

EXTRAVAAAAAASA huauahauahuahuahaa


Respondido por Taís
01- Que horas são?
r:19:09


02- Nome?
R: TháàH.ZíìH.NháàH


03 -Quantidade de velas no teu último aniversario?
R: 15


04 - Tatuagens?
R: noM ainda mas si for pra fazer vaiii ser uma fadinha na cintura


06 - Piercings?
R: noM ainda tbM mas si for pra por vai ser nuh nariz iii nu umbigo


07 - Já foi à África?
R: NoM mas posso demorar pra ir pra kê pressa o bob marley jah morreu???


08 - Já ficou bêbado?
R:dimaiiis mas hj em dia nOm pois da ultima veiz fikei kom um horrorosO eka


09- Já chorou por alguém?
R:Muito e muitos alguens num mereceO ='(


10 - Já esteve envolvido em algum acidente de carro?
R: de karrOo nom mas de mOoto fui atropelada por uma na virada de anOO algum tempo atras

11- Peixe ou carne?
R: Carne


12 - Música preferida?
R: uma kriança kom seu olhar(charlie brown)O teu olha (strike)e daki pra frenti(nx zero)

13- Cerveja ou Champanhe?
R: Champanhe.

14 - Metade cheio ou Metade vazio?
R: cheio.


15 - Lençóis de cama lisos ou estampados?
R: Estampado...


16 - Filme preferido:
R: de tudo pra fikar kom ele


17 - Flor(es)?
R: Rosas


18 - Coca-Cola simples ou com gelo?
R: coca com gelo


19- de que pessoa recebeu esse e-mail?
R:emylyn

20 - Quem dos teus amigos vive mais longe?
R: naty negraaa


21 - O melhor amigo?
R: cáàh bruh chuuh arianee mAUh hum.... ah tem maisss ;.......

22 - Quem você acha que vai responder a esse e-mail mais rápido?
R: caah


23- Quantas vezes você deixa tocar o telefone antes de atender?
R:se for o chuuh na 1ª eo jah atendo

24 - Qual a figura do seu mouse-pad?
R: detesto mouse pad num usOo mas uke eo tenho eh da positivO


25 - CD preferido?
R: varios mas u ke eo kero no momento eh o do nx


26 - Mulher bonita?
R: EO iii minha mãe e minhaa mãeee


27- Homem bonito?
R: Guilhermeee


28 - Pior sentimento do mundo?
R: Invejah

9 - Melhor sentimento do mundo?
R: Amor


30 - O que uma pessoa não pode ter para ficar com você?
R: Falsidade


31 - Qual o primeiro pensamento ao acordar?
R: será ke o churros foi pra eskola


32 - Se pudesse ser outra pessoa, quem seria?
R: Ninguem tah bom demais sendo eu msma alias me amam do jeito ke sou


33 - O que você nunca tira?
R:a minha kalsinhaaaa dãaã alguma minina fika sem ela?


34 - O que é que você tem debaixo da cama?
R: tem minha agendaHh e sapatos muitos sapatos


35 - Qual a pessoa que talvez não te responda?
R: A maioria ...


36 - Aquele que com certeza vai te responder?
R: cáàH iii chuuh


37 - Quem gostaria que te respondesse?
R: Todos os ke mandei se naum pra ke eo mandaria???


38 - Uma frase?
R: posso num ser alguem no mundo,mas koncerteza sou o mundo de algueem

39 - Que dia é hoje?
R: 08/09/08


40 - Qual livro vc está lendo?
R: nenhuummm mas o ultimo ke liii foi o doce veneno do eskorpião da bruna surfistinha(sim, e por ke não?)

41 - Uma saudade?
R: da naty negra e da minha irmã ke mora agora taum longe


42 - Uma característica tua?
R:doida meiga e muito estoradaaa


acabou as perguntas??? ah ke chato!!!!


É, realmente, que chato que acabou, a gente tava se divertindo hauhuahauahuauaha
Agora, o pessoal deve tá super curioso pra apreciar tua beleza grande Taís, então vai lá. Uma fotinha da Taizuxa!



Taísx

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Quem sabe ?

Desculpa mas, eu precisava do teu texto no meu blog, eu amei!

"Essa história de um amigo teu aí... acho que foi tu."
É, fui eu. Fui eu quem espiou, fui eu quem descobri teu horário e dia da semana, eu que perdi aula de quarta-feira pra te ver na lotação, eu que te segui. Eu consegui parar na tua frente e te olhar incógnito, eu sorri pra você tão discretamente que você nem percebeu que eu estava sorrindo. Fui eu quem consegui fazer você notar que eu te enxergo de um jeito que ninguém consegue enxergar. Finalmente, ganhei um beijo teu. E agora você tem meu telefone e eu vou esperar você ligar pra mim. Vou saber teu nome, vou saber quem é você.

E você é o primeiro, antes de todos. Desde o começo, quando decidi olhar e contar os passos das pessoas novamente, você foi o primeiro. Mas aí vc sumiu e eu ficava pensando: "Quando será que eu vou vê-lo novamente ?".

Eu senti saudades de vc.

Bartira Machiaveli

A CASA CAIU MALUCO!

Auei! Era tudo que ela queria! Fala aí se num era?! Barrrrrrrtiríssima sofreu mil e umas sexxxta feira hehehehe! Entonces foi assim: Sala B, 1º subsolo, ambiente grande para caber 60 estagiários, assim a notícia espalha mais rápido, uma palestra sobre sexo, nojeiras nada bizarras, coisas comuns do dia a dia que faz a gente correr pro banheiro com a mão na boca passando no telão e minha coleguíssima Bá, do meu ladim... e a história se desenrola assim.
É necessário uma garota pra fazer uma demonstração de como pôr uma camisinha em um garoto. A mulher pergunta se alguém se habilita a ir pagar esse mico. tsc tsc tsc... tadinha... MOÇA, TU ACHA QUE ALGUÉM VAI? BOTA PRESSÃO MAN! E daí vai, sorteada BárrrrrrRrRrRtiríssima!!!! E o riso vai pra galera RRRRUUUUUUUNnNnNn!!!!! mas, peraí, and the boy? Mas é claro! Como pude esquecer? E a mulher fala: Renato Caio. PERAE! Pára mundo! pára mundo! RENATÍSSIMO PRA DEDINHO DE DEMONSTRAÇÃO DE COMO COLOCAR CAMISINHA? E QUEM PÕE É BARRRRRTIRÍSSIMA? A Bárrrtiríssima que é caidinha, xonadinha, olhadinha, paquerinha inha inha por ele???? UIA UIA! Ora Blogs!!!! Agora a casa caiu malandra! Vais lá!!! hauhauhauhauha nunca vou esquecer! Barrrrrtiríssima me olhou com uma cara mais perdida que japonês em torcida do curintia! sartô os óio mais que corno quando chega cedo em casa! Bá Bá Bá Bá... vai lá... hehehe

E foi ... mas chegou lá Renatíssimo não vai... fica mais sentado que um cara feliz quando cuida da hemorróida e Barrrrrrrtiríssima fica mais perdida que filho de prostituta em dia dos Pais!


Mas é galera... a vida é isso aí. É a arte do encontro! e... VISTA-SE!

Beijo Bárrrrrrtiríssimahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahha


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Chaves and Bush - EXTRA SINCERO

AAaAi eu quero ir pra casa, ficar tocando violão, com a minha gaita, pegar uma música super difícil, ficar o dia todo pegando um dedilhado... sei lá... Lonely day, wish you were here, algo assim, ficar sentada, filosofando com o sol da tarde batendo na cara, ficar ao menos um dia sem corre corre de ter que fazer algo depois...

Não, não! Disperta! Tédio é coisa do demo! Tu fica aí, sem nada na cabeça filosofando é perigoso! Muito perigoso! De um concentrado tédio nasceu o Bush, mas antes de um momento sem reflexão nasceu o Chaves. Agora pra abalar as estruturas, vamos lá pro meu momento EXTRA SINCERO




O Barril pariu o Chaves e as estrelas pariram Bush! Mas quem pariu o Bush que o embale!!!


Bush te despreza!

pipipipipi... pipipipi...


I'm so boy...
I'm so man!

Uaaaaaaaah.... ¬¬

Tá afim de dar um rolé? Eu to...
Que tal sair por aí, sei lá, falando coisas sem responsabilidade nenhuma de explicar, sair sem ter hora pra voltar... Depois ficar em casa, me fazendo cafuné... Ah Deus é só isso que eu quero, um aconchego...

So serious...

Minha doce escritora produzindo


Minha flor de laranjeira Natoka...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Bela Cirurgia!

Entrando então numa nova era! A era das pessoas sinceras, independente do que seja, a exposição da opinião está cada vez mais ético, está se tornando o novo modelo da sociedade moderna, e é aí que eu me encaixo, seletiva demais e sincera demais. Conforme meu mundo muda, eu mudo o mundo de outras pessoas e essas pessoas mudam o mundo de outras pessoas e o mundo muda. Ok, vamos a um causo então:
Eu, com minhas costas doendo por causa da minha bolsa de uma alça só, vinha pra cá, meu serviço (não sei se perceberam, então quer dizer que esse blog é escrito no meu trabalho; sim é, se não fosse assim não podería atualizá-lo, porque quando chego do serviço tenho o 2º ano do ensino médio pra dar conta, voltando), passando pelo beco, que dá num viaduto, me deparo com uma senhora baixa, magrela, com cabelo de Maria Bethânia, ruivo e na raiz loura, com olhos verdes bem claros perguntando à dois senhores o caminho pra rua Santo Antônio, que era onde eu ía, ees a informaram e ela foi, enquanto eu andava senti um cutucãozinho no braço, era ela me perguntando donde era a rua Santo Antônio e eu disse, vem comigo porque eu vou pra lá. Agora, olha a conversa:

Mulher - Aaaah minha filha, porque voc~e sabe que nessa idade as pessoas precisam de companhia, não de informação... Ai, tá um calor, ontem tava um frio...

Eu - ah é... teremos que andar com uma mala de viajar pra não ficar gripado ou passar calor...

Mulher - Ah sim, tem que se cuidar, porque se não se cuidar vai ficar doente...

Pára tudo! Chegamos naquela parte que diferencia os papos de pessoas otimistas ou jovens para com pessoas: idosas, pessimistas, realistas, burocráticos ou farmacêuticos.

Mulher - Eu tenho um primo (aaaai) que tem um tumor no rim... ai minha filha, o coitadinho sufriiia, sufriiia, imagina ele subiu pra cabeça! Ai... mas você precisa de ver! Que cirurgia linda que foi! Ma foi uma cirurgia liiinda! A coisa mais bonita!

Eu - Sério! Ah que bom! E ele já tá bom? Se recuperou?

Mulher - Não. Ele morreu!

O_O Apesar de ser primo, o que prevalece é o ponto de vista, é a felicidade! Por isso que eu digo! Sustente a opinião sincera. Você precisa ser autêntico pra abater alguém.

Causos de escola, tias que perseguem ¬¬

Hoje foi super interessante e super engraçado! Vou lá na escola da Bá, um tal de Catalano (?), me dirijo à secretaria e digo, numa vozinha meiga e mentirosa:

- Olá, meu nome é Manuela, sou prima da Bartira (mentiiira =/), ela esqueceu esse trabalho em casa, eu vim trazer pra ela.

carinha com cara de lesado - Aaah tá... tem como você ligar pra ela pra vir até aqui buscar porque nosso telefone não faz ligação pra celular e nós não podemos ir nas salas...

Ok, pego meu celular, ligo pra ela; estava muito barulhento, como uma boa sala de aula, ela desliga porque não ouviu meus gritos, tento denovo ela ouve e vai pra secretaria. Ao voltar pra lá, uma mulher me pergunta:

Mulher - Qual seu nome mesmo?
Eu - Manuela (?)
M - Não, porque eu to com a mãe da Bartira aqui no telefone e ela me disse que a Bartira não prima nenhuma! Peraí.
Ela volta pro telefone, conversa e depois me fala:
M - Você disse que ela deixou em casa?
Eu - Nããããão (=/) ela deixou no serviço dela! =]
(no tel) M - Agora ela tá dizendo que esqueceu no serviço!!

Nesse exato momento Bartira chega na secretaria, pega o trabalho e eu caio fora.
Realmente, não sei mentir!!! rsrsrs

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Aqui sozinha em mim

Mares àfora e o mundo aqui dentro
aqui dentro de mim
Me resigno à ficar aqui
aqui sozinha em mim.

Os povos, as imagens
o que não se vê
é só aquilo que se sente
me sento e começo a escrever

Fora toda as dores
fora todos os amores
a infância abençoada
é a esperança que recebo
na minha caixa de e-mail

Em outrora eu lhe conto amigo
Porque o surdo ouviu aquele grito
Outrora amigo, espero que entenda
Que o som que vem do fundo do meu coração
Só lhe bate porque é de emoção.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Descalça na rua do Sim

Há tanto e quanto
afã da sina minha
de um lado tanto carinho
d'outro muitos caminhos
sonhos sem rodeios
em cima de atos desordeiros

Qual ato, como hei de reagir
se há fuga no pranto
enquanto barbaridades no poente
porém meu grito forte
à solidão eu digo
que ele não há de ser ausente


À esperança eu confidencio
que meu redor é praga e desvairio
minhas broncas carinhos de outrora
Diga, peito afagado,
que tu és forte e exigente
Diga, que a hora é agora.
Grita e não morrerás como indigente.
Manuela Ramos

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O Tempo

Como eu queria
Nas horas mais difíceis da minha vida
Ser como o tempo
Que não pára por nada
Não pára nunca
Rodar e rodar, seria sempre remoto
Sem controle nem obstáculo
E mesmo que me pagassem
Sou incomprável
Pois parar não faz meu tipo
Eu não olho, eu não sinto
Mas mesmo assim eu guio a todos
E vocês sim viverão para se encaixar a mim
E quando perdesse o tempo
Lamentaria...
Eu não volto nunca mais
Sou de ninguém
O tempo
Sou o primeiro que vê quando acorda
E sou aquele que mora em teu pulso
Eu mudo o teu físico
Depois de muito eu ter vivido
Mas o que eu mais queria
O tempo não faz
O tempo, o seu coração
Nem visita.

Manuela Ramos

Coisas que lembro antes de dormir

Foi um dia bom hoje, estou feliz. Acordei bem, graças a Deus, tinha um dia lindo lá fora me esperando. Fui trabalhar, amontoada no trem da linha F – Brás / Calmon Viana. Cheguei na hora, cumprimentei meus colegas e mergulhei no trabalho, sempre gostei de trabalhar, sempre o fiz com gosto, com o meu jeito.
Acabou o expediente, inicia-se agora uma pausa para a vida pessoal, encontro o William, o abraço forte, lhe dou um beijo apaixonado de saudades; conversamos, lemos algumas coisas juntos, falamos besteiras e dormimos no trem, um desmaiado no outro (risos).
Chegando na estação encontramos com meu pai e lá se vão: o homem mais importante da minha vida e o meu amor, juntos, descendo as escadarias do Romano pro trem, indo ambos para a busca de suas realizações. Assovio para os dois e arremesso um beijo de lá de cima pra cada um; como se combinassem, ao mesmo tempo respondem com beijo; jamais, jamais me esquecerei desta cena. Ela é minha, muito minha. Meu tesouro...
À noite chega, vou pra escola e lá meus amigos, felizes, intactos; à meia hora depois do intervalo, me dá um vazio, uma vaia de mim mesmo, tantos planos movendo eles, tantos futuros já sendo combinados, esse é o mal de não gostar da palavra destino, cuidar de aprontar tudo, nessas horas me sinto mal... Fazer planos? Sim, claro. Mas como? Se falta bases e certezas? “Muitas pedras no caminho e uma flor em cada mão”.
Dá o sinal, todos se despedem, dou o braço para minha grande irmã loirinha Thatá, mal ela está, olho para o céu e apresento a ela um “Céu de pipas mortas” e ela me apresenta sua meia lua amarela triste, nos despedimos com desejos de melhoras.
Enquanto ando rápido, ouço passos a mais que os meus, olho para trás, assustada confesso, não era ninguém, às vezes acho que ouço coisas que não estão lá. Abro o portão e minha mãe e chama, ouço aquela voz doce, aquela mulher, que já trabalhara demais aquele dia, cansada mas linda, linda como sempre; e eu vou, vou para aquela voz sempre, como uma cachorrinha que segue a dona. Enquanto arrumo minha cama para deitar, me vem Thatá na cabeça e sinto que posso fazer algo por ela, e é isso que faço, invoco o seu céu de verão para afastar aquela lua triste. Espero que tenha dado certo, não sei...
Acabo e me dirijo para cá, meu computador onde permaneço até agora as 00:57. Vejo fotos, meus amigos, minha família, minha banda... O que será que eles fazem agora? Acho que dormindo, ou será que estão tristes? Será que estão felizes? Será que dormem só, solitários ou acompanhados? Será que sonham?
Releio meus textos e me divirto (risos), revejo alguns presentes que me trazem boas recordações... boas...
Ligo o som, engenheiros claro, minha banda favorita, “Tchau Radar!” meu CD favorito, e o word, meu brinquedo de fazer palavras, frases e versos...
Eu quero terminar dizendo: Se eu tivesse conquistado tudo que eu quero na minha vida, se eu soubesse claro o que eu já quero e já tivesse tudo acontecido, estaria dormindo, nem ligaria pra toda beleza do meu dia, não teria rido com meus amigos, não teria dito pra minha mãe que tenho oscilações de humor e que já chorei no trabalho, porque eu não teria chorado; pensado nos meus amigos com todo o carinho como pensei hoje, porque talvez eles nem ligassem pra mim como eles ligam, porque eu já teria excluído coisas bonitas minhas do meu computador porque isso é passado e passado a gente limpa.
É por isso que eu digo:
Vacilei em algumas horas na minha vida de 16 anos, mas foi nelas que eu fiquei feliz depois, por ter superado.
Foi esse momento de hoje que me fez desabafar algo a mais meu pra minha mãe e eu sei que isso vai me ajudar a ser uma mulher mais verdadeira comigo mesma.
Foi por ter descido naquela estação que eu presenciei aquela cena de filme, um filme rodado apenas na minha mente, no meu tempo, da minha vida.
Porque nós não conquistamos tudo tão cedo na vida, porque a vida é uma conquista. Porque o “céu de pipas mortas” e uma lua triste amarela é um drama, um romance.
Mas invocar um céu de verão pra ajudar um amigo, é uma poesia...
Abrigue um amigo pra sensibilidade do seu coração não ser afetada pelo mundo moderno.
Amanhã, eu quero seguir viagem...


Manuela Ramos

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Música de tarde - Manuela Ramos

É verão agora...
Tchau tchau garoto vou embora.
Feliz de quem descobriu
O sol assim que saiu
Pro horário comercial

Sábio de quem sorriu
Do que um dia te fez mal
Assim que descordou
Em comer pizza no final

Eu não sei tudo ainda
Mas ainda vou saber
Não quero esquecer
Do que eu vou ser quando crescer.

Aliás...
Sua camisa lilás
Combinou com o seu sorriso
Já sei quem eu quero pro meu carnaval
Talveeeez...

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Poesia Pífia - O Augusto

Na minha poesia
não tem lorota.
Não tem amor eterno
nem vôo de gaivota.
O que sai na minha poesia
é cheiro de esgoto.
E desgosto de pai pelo filho;
andarilho roto.
Sai tempo perdido
em fila de banco
pra bancar o luxo
desses pestes
que lucram um trilhão
em um trimestre.
Da minha poesia
sai sangue de aborto
da cocota menina,
que não vislumbra
outra sina.
Sai bafo de buso lotado,
cada vez com menos lugares
pra se viajar sentado.
Da minha poesia
sai o riso epitáfio
dos pífios
que confraternizam
com pedófilos.
Da minha poesia
sai a azia; o ardor,
da bebedeira
da noite anterior.
A minha poesia
não consegue ter lirismo.
Ela se contenta
com fortes doses
de cinismo.