sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Mensagem da Nathalia


Me promete uma coisa vai...
Promete que a gente nunca vai se separar,
Nem em escolas diferentes...
Nem com amigos diferentes...
Nem que o mundo acabe e as estrelas desabem sobre as nossas cabeças!
Nem que as estrelas nos ataquem!!!
Quero você do meu lado pro resto da minha vida!
Pode contar comigo, pois vou contar com você... posso?
Não te prometo riquezas
Nem abundância de felicidade
Mas sim a promessa de um sentimento sincero,
Verdadeiro
E uma cumplicidade nos momentos de felicidade e tristeza
Acredite ou não,
Todo mundo tem coisas a esconder
Acredite ou não,
Todo mundo guarda a maioria das coisas em seu interior
Acredite ou não,
Todo mundo acredita em alguém lá em cima
Acredite ou não,
Todo mundo precisa se sentir amado, sentir-se amado
Mas nós não precisamos e não precisaremos
Até que nos entendamos
Alguém poderia nos libertar
E nos enviar algum tipo de sinal?
Tão próximo de desistir
Porque a fé é tão difícil de encontrar
Mas você não encontra e não encontrará
Até que nos entendamos
Eu já vi muito isso, cada vez que o mundo vira de cabeça pra baixo
Acredite ou não, a maioria de nós sentimos que estamos falhando
Acredite ou não,
Todo mundo odeia admitir que tem medo
Acredite ou não,
A maioria de nós quer saber por que está aqui.
Até que nos entendamos
Alguém poderia nos libertar
E nos enviar algum tipo de sinal?
Tão próximo de desistir
Porque a fé é tão difícil de encontrar
Alguém nos liberte
Apenas nos envie algum tipo de sinal
Tão próximo de desistir
Porque a fé é tão difícil de encontrar
Alguém nos liberte
Apenas nos envie algum tipo de sinal
Tão próximo de desistir
Porque a fé é tão difícil de encontrar
Mas você não encontra e não encontrará
Até que nos entendamos

Nathalia =]


"Tava andando na rua e vi umas pessoas rindo,
lembrei que nossas piadas eram mais legais, são mais legais."

Segui à risca o que você me pediu, o que manda a ética da amizade.
Agora, conclua você, já que sempre pode e sempre poderá contar comigo.

PS: eu ainda quero ir pra São Thomé das Letras.






domingo, 15 de novembro de 2009

Onde?


Tava aqui pensando nessa vida como é que tá.
As pessoas querem um carro
E até mesmo um apartamento no Guarujá.
Querem festas, metas, multidões,
Um amor lá no fim dos quarteirões.
E agora a humildade, onde fica?
A cumplicidade, a amizade, o perdão?
A liberdade de dizer o que pensa e não ficar na mão?
O abraço dado, as palavras ditas, o senso de humor?
O silêncio, os risos, os passeios pela rua, pela lua?
Um alto-falante bem gigante era o que eu queria agora.
Pra dizer pra essa gente, que o que fere de repente,
Não é um tapa, um beliscão.
Mas sim o grande ego, a febre pelo mundo, os pés que não estão no chão.
São Longuinho, onde foi parar a via certa, a rua reta dessa contra mão de curvas?
Onde?

Nathalia

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Relativo, tão relativo que me perco!

Eu deveria viver mais, sério.
Eu fico chocada quando vejo a felicidade na mão das pessoas e elas não aproveitam, eu fico chocada com essa auto penitência de domingo à tarde, eu acho que eu deveria fazer como todo mundo: seria sentar no sofá e assistir o Faustão do lado do namorado, mas, sei lá... Eu olho pro lado e não era bem a parede que eu gostaria de ver, eu queria ver alguém feliz, ou simplesmente... sei lá...
Eu sei bem o que eu quero falar, mas é que tem horas que tudo me vêm à garganta, na ponta da língua, só que a vontade de dizer e o sistema nervoso funcionam melhor do que a capacidade da língua de falar, daí tropeça tudo, e nessa hora eu sei lá... É melhor ficar quieta e relaxar, isso acontece sempre não é: Então tá, uma vez a mais não faz diferença.
O que posso dizer agora é que eu sei o que eu quero, mas, nessa tarde de domingo eu sei lá... Só lá que eu sei, mas eu não sei onde fica lá... Lá pode ser daqui a alguns passos, lá pode ser daqui a uns 30 minutos, lá pode ser longe a anos. Lá, é lá que eu quero, soa mal mas é assim, a vida não é tão bonita, nem tudo deve estar certo, eu sou só um pouco confusa, mas é que aqui eu não sei. Agora da saudade de você e de mim, mas aqui e agora eu não sei, eu sei lá...
Eu sei, eu devia viver mais e pensar menos, eu devia falar mais e ouvir menos, eu devia chorar menos e sorrir mais, mas nada ainda é bom e bonito aqui, o que eu tenho a oferecer a não ser um círculo de indas e vindas, voltas em torno de um pensamento. Você voltaria pra uma pessoa que te magoou sem querer e que não tem nada a oferecer a não ser amizade, será que dá certo... será que não...
Enquanto esse roda muinho não abre, enquanto ele não passa, eu não sei o que fazer, eu sei lá...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Momento Estudo

Dica de estudo:

Para o público interagir, anotar e reler depois: TV WEB ANGLO.
















Bons estudos!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pequenos

É legal olhar, pela janelinha embaçada do ônibus, as pessoas andando apressadas na rua.
Para onde será que vão com tanta ânsia?
É legal reparar em coisas pequenas: um inseto, um desenho, um pedaço de papel. Ainda mais quando estão em ângulos estranhos. Já olhou o trilho do trem de cima? Uma palavra escrita ao contrário?
Reparei tanto, que parei. Parei num lugar errado, na hora errada. Voltei a andar em círculos, procurando algum detalhe no céu. Encontrei! E antes que me desse torcicolo e as pessoas me empurrassem dizendo palavras chulas, saí do caminho. Reparei também que cantava mais alto que a musica nos meus ouvidos. Deve ser por isso que me olhavam tanto.
Ah, seja como for... ^^

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Sonho

Laura acordara assustada, atordoada.
Acho que sabe do que estou falando, quando a gente acorda, mas ainda está vivendo o sonho da madrugada, quando a realidade de manhã ainda não tomou a sua mente. E contar um sonho tão real assim por e-mail, para Laura, era fazer pouco caso da beleza que viu. Mas a distância era empecilho, então desabafou alí mesmo, na sua mesa fria, sozinha, falando ao monitor. Como um monólogo sem platéia, como um louco que fala sozinho.

Não sei não,

Acho meio estranho contar um sonho por e-mail, mas, como não sei se vou te ver hoje e como preciso desabafar, tento descrevê-lo o melhor possível por aqui mesmo.
"Morávamos numa casinha, pequena, aconchegante e linda... Lá fora, era como se fosse uma vila, uma colônia, porque, colada a nossa casa, havia outras tantas casas iguais às nossas, mas nada de tumulto, apenas uma rua com casinhas iguais.
Era uma manhã de sol, como uma segunda-feira, estava me arrumando para trabalhar e você tomava banho. Como estava sol, coloquei sandálias, mas não queria pô-las, tipo, parecia obrigada colocar sandálias e sair. Quando saí me assustei, era tudo muuuito lindo lá fora, o céu super azul, totalmente sem nuvens e havia uma colina, daquela colina me lembro perfeitamente porque, ela me causou grande medo. Não sei se era por causa do verde pálido do mato que crescia, ou porque me senti miúda perto dela, à minha direita ela era baixa, e gradualmente crescia e crescia, até o pico à direita, que foi pra onde olhei. Quis ir até lá, mas tive medo, muito medo. A essa hora você já havia saído do banho e ia trabalhar, mas, parou pra me ver, pois estava prostrada, não conseguia dar um passo por causa da vertigem. Você pegou na minha mão e tentamos caminhar até lá, mas, eu não conseguia por causa também das sandálias que eram altas demais e começou a me machucar e por causa da tontura da vertigem. Até que resolvi trocar a sandália por um tênis e caminhamos até a colina. Não me lembro de ter chegado até o topo, apenas que depois daquela imagem de nós andando pra colina, veio do nada, a imagem de uma TV, onde passava um programa tipo: National Geographic, que falava de catástrofes naturais, um vulcão em erupção, montes com tempestades de areia e buracos surgindo da terra.
Fiquei completamente atordoada e desliguei a TV. Fui fazer um chá e passei por você, você estava no notebook, montando alguma coisa, talvez do teu trabalho.
Voltei com duas canecas de chá, fazia frio, coloquei uma sobre a sua mesa e outra pra mim e sentei no sofá. Você continuava quieto, bebendo o chá e concentrado. Eu fiquei olhando pra você trabalhando... Pensei, talvez até tenha dito no sonho: Como lá fora pode estar tudo tão feio? Tantos desastres? Que mundo estamos? Esse não é o mundo que pensei viver...

E você ainda trabalhando...

Até que meu chá acabou, fui para a cozinha, quando passei por você, você pegou minha mão e disse: é porque aqui ficou toda a felicidade do mundo.
E eu me emocionei e disse: Mas eu queria que as pessoas estivessem felizes conosco.
E nos abraçamos, você disse no meu ouvido que me amava e eu disse também.
Você voltou a trabalhar e eu fui levar a caneca na cozinha, quando voltei sentei no sofá, olhei pra você... Olhei... Fui até você e cheguei bem perto do seu rosto e olhei pra tela, perguntei: o que você está fazendo? E você disse alguma coisa do seu trabalho que eu não dei a mínima, era apenas uma desculpa pra chegar perto de você e comecei a sussurrar no seu ouvido, você disse: Preciso trabalhar, isso é pra semana que vem.
E eu disse: Hoje você faz qualquer coisa, tudo o que você quiser! Menos trabalhar.

Daí apagaram-se as luzes...”


Conto de livro lido em 2005.
(não lembro o nome.)

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Viver menino, morrer poeta.

Ó, pai. Não deixes que façam de mim o que da pedra tu fizestes.
E que a fria luz da razão não cale o azul da aura que me vestes.
Dá-me leveza nas mãos, faze de mim um nobre domador laçando acordes e versos dispersos do tempo pro templo do amor.
E se eu tiver que ficar nu, hei de envolver-me em pura poesia e dela farei minha casa,
minha asa, loucura de cada dia...
Dá-me o silêncio da noite para ovir o sapo namorando a lua.
Dá-me direito ao açoite, ao ócio, ao cio, à vadiagem pela rua.
Deixa-me perder a hora pra ter tempo de encontrar a rima, ver o mundo de dentro pra fora e a beleza que aflora de baixo pra cima.
Ó, meu pai. Dai-me o direito de dizer coisas sem sentido.
De não ter que ser perfeito, pretérito, sujeito, artigo definido.
De me apaixonar todo dia e ser mais jovem que meu filho,
de ir aprendendo com ele a magia de nunca perder o brilho.
Virar os dados do destino, de me contradizer, de não ter meta, me reinventar, ser meu próprio Deus.

Viver menino, morrer poeta.

Vander Lee - Alma Nua

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Cursos gratuitos da Fundação Getúlio Vargas - FGV

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) disponibilizou no seu site, uma relação de conteúdos e materiais didáticos de cursos gratuitos, dentre eles:
  • Diversidade na Organização
  • Ciência e Tecnologia
  • Ética
  • Recursos Humanos

Mas, não adianta apenas ler a apostila, faça anotações, pratique o que estudou e terá um aproveitamento total do conteúdo.

Para saber mais sobre os cursos e começar a adquirir os conhecimentos, clique aqui.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Exposição no SESC Pompéia


Cuide de Você - Sophie Calle

Como parte da programação do Ano da França no Brasil, a Associação Cultural Videobrasil e SESC São Paulo trazem para São Paulo uma das figuras mais instigantes da cena artística internacional, a francesa Sophie Calle. O SESC Pompeia apresenta sua exposição “Cuide de você” (Prenez Soin de Vous), com uma programação que conta com extensa grade de atividades educativas.
Cuide de Você - Uma das obras mais contundentes da última Bienal de Veneza (2007), “Cuide de você” foi mostrada também na França, no Canadá e em Nova York. A exposição reúne textos, fotos e vídeos nos quais mais de 100 mulheres que interpretaram, a convite da artista, uma carta de rompimento amoroso recebida por ela de um ex-amante, o escritor Grégoire Bouillier. No intuito de “esgotar” as mensagens contidas no texto e em seus subtextos, Calle recrutou para a tarefa “leitoras” de especialidades e profissões diferentes, entre mulheres estranhas e amigas, anônimas e famosas. O rol de mulheres que aceitaram o desafio inclui sua mãe; as atrizes Jeanne Moreau, Victoria Abril e Maria de Medeiros; a compositora Laurie Anderson; a DJ Miss Kittin; e profissionais como linguista, taróloga, juíza, antropóloga, designer, sexóloga, assistente social e clarividente, entre outras, como uma adolescente, por exemplo. Ao aplicar sua ótica pessoal ou o “filtro” de sua especialidade à carta, elas produziram um rico panorama de respostas – técnicas, acadêmicas, performáticas e emocionais – ao desafio da artista. Formatada em cinco módulos - interpretações textuais, documentos, retratos de atrizes e cantoras, filmes curtos e filmes longos -, a exposição exemplifica a singularidade da obra de Calle, que transita na fronteiras entre vida pública e privada e expõe intimidades próprias e alheias para revelar vulnerabilidades
.



Quando: Sáb 11/07 das 10:00 às 21:00
Dom 12/07 das 10:00 às 20:00
Ter 14 a Sáb 18/07 das 10:00 às 21:00
Dom 19/07 das 10:00 às 20:00
Ter 21 a Sáb 25/07 das 10:00 às 21:00
Dom 26/07 das 10:00 às 20:00
Ter 28/07 a Sáb 01/08 das 10:00 às 21:00
Dom 02/08 das 10:00 às 20:00
Ter 04 a Sáb 08/08 das 10:00 às 21:00
Dom 09/08 das 10:00 às 20:00
Ter 11 a Sáb 15/08 das 10:00 às 21:00
Dom 16/08 das 10:00 às 20:00
Ter 18 a Sáb 22/08 das 10:00 às 21:00
Dom 23/08 das 10:00 às 20:00
Ter 25 a Sáb 29/08 das 10:00 às 21:00
Dom 30/08 das 10:00 às 20:00
Ter 01 a Sáb 05/09 das 10:00 às 21:00
Dom 06/09 das 10:00 às 20:00

Quanto: Gratuito
Onde: Sesc Pompeia
Endereço: R. Clélia, 93. Pompéia, zona oeste. Tel. (11) 3871-7700.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

"Indo e vindo infinito"


Seu tempo nunca mais será o mesmo!
Você lembra do dia e esquece o mês? Sabe as hora e não sabe os minutos? E nunca sabe os segundos? Que mal! Baixe agora mesmo o protetor de tela mais irado que seu computador já teve, o Polar Clock da Pixel Breaker!
De fora pra dentro, ele conta: segundos - minutos - horas - dia da semana - dia do mês -mês.
Super interativo e moderno, versões pra PC, Mac e Iphone.
Visite o site e baixe, é rápido e prático:
Fonte: Super Interessante - Maio de 2009

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Para os amantes do Cinema

video

Essa é uma super produção animada com várias transformações nas fotos dos maiores artistas do cinema internacional feita pelo Phillip Jacobs, que eu não conheço mas, quem conhecer comentem e deixe-nos um parâmetro aí pra esse artista porque, esse vídeo é uma obra de arte.

Agora, eu quero ver quem acerta o nome de todos!

E é por essas e outras que eu amo cinema!

domingo, 31 de maio de 2009

Que o mais simples seja visto como o mais importante!

Boa noite leitores!

Meu objetivo nesse post é traçar a vocês uma margem, uma linha do tempo e mostrar que Cazuza estava certo quando disse " um museu de grandes novidades".
Como reza a história do Brasil, a Europa nos descobriu, viramos "liga" e mercado barato pros europeus, eles desrespeitaram o nosso povo, abusaram da falta de informação de um povo à parte da maluquice e guerras que os deixavam fortes e gananciosos. Ao chegar, os índios armaram seus arcos e flechas mas logo o abaixaram quando viram que de imediato nada os aconteceria, os portugueses apresentaram suas ninharias desconhecidas: metais, prata, espelhos. Os índios, deslumbrados com tudo aquilo foram ingênuamente levados à amizade maldita. Sua cultura suprimida, jogada fora. Agora reparem: A tarde em casa, minha mãe vem e me mostra um saquinho com várias bijuterias, papéizinhos de marketing de um certo deputado federal que eu prefiro manter em sigilo, quem souber que diga.
Pois eu maldigo esta má conduta política! Embarca na política da boa vizinhança querendo apoio, ora... Como fez Cabral aos índios, espelhos que eles pagaram com o sangue de um povo, bijuterias que eu pago, você paga. Que você acorda cedo, atravessa toda a cidade pra trabalhar por aquele dinheiro, que você estuda à noite e vencido pelo sono, por uma aula medíocre teórica cai em desalento.
O povo espera pelos anos eleitorais por serem os mais lucrativos e por trazerem mais sustentabilidade, mais produção do governo, o que melhora vida de todo mundo. Todos os anos deviam ter a produtividade que têm os anos eleitorais pois pagamos por eles, lutamos por eles.
O índio pensa o mesmo, o índio é aquele avô que cuidou, criou tudo aquilo que hoje nem vemos. O nome dele está em tudo e ninguém diz ao menos obrigado, obrigado por cuidar nas nossas terras, pelo seu trabalho consciente, que não polui, que não maltrata as nossas florestas.
Não deixemos que esses políticos nos iluda como os portugueses fizeram com os índios. Não deixemos que eles descuidem de nossos tesouros nacionais, não reproduza mais uma exploração, vamos cultivar o bom que temos, vamos colonizar respeitando a cultura dos que aqui já estavam. Um povo sem cultivo, sem memória, sem história é um povo fraco, fácil e pobre!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Fruta Mordida

A amiga comentou um dia: - Você viu aquele fotógrafo? Um charme não? Aquela barba no queixo, olhos claros, cabelos grisalhos e não é calvo e nem tem cara de homem mais velho que quer "dar uma de garoto".
Para Branca, o que mais a atraía, era aquele olhar com ares de francês, talvez filho de estrangeiros. Era de uma sensualidade incrível, charme irresistível, alto, sotaque quase imperceptível. Mas, o que a encabulava de tal maneira era, que aquele olhar passeava seu corpo dos pés a cabeça quando passava, o que a deixava revitalizada.

Atraso
Era um dia típico, muito trabalho, demais para uma pessoa só em seis horas. Branca acabou indo embora sem almoçar, não tinha dinheiro para nada, andando cansada em direção ao metrô, lábios brancos, pele sem vida e, do outro lado, Renatto se aproximava, vinha com sua bolsa de fotógrafo e uma sacola azul.
Cumprimentaram-se e ele lhe deu uma p~era, ela mordeu-a, na sua frente, Renatto viu aqueles lábios, de botões, virarem uma grande rosa vermelha e, a pele de Branca corou, o vento levava seus cabelos, o sol que se punha, fazia brilhar seus olhos, o universo não se atrevia a interromper tamanho esplendor. Conversaram, Renatto deu-lhe um cartão, ele mantinha um site com seus trabalhos, fotos fantásticas, ângulos e imagens captadas por um mestre.
Ela as viu, adorou.
Mira
Nas reuniões que Renatto trabalhava, Branca sempre dava um jeito e passava perto dele, espalhava teu perfume e mechia os cabelos longos, puro charme de mulher.
Quando Renatto aproximava-se, Branca sem olhar já o reconhecia, puramente amadeirado, toques de ervas talvez. No meio da reunião, Renatto tirava fotos suas, discretas, despercebidas, outras quando Branca via, fazia poses, ria, pecava aos flashes.
Beleza rara
Quando tiveram o primeiro encontro sozinhos, Renatto afirmara; Branca tinha uma pele que mais parecia pérola, seus olhos eram tão marcantes que Renatto sentia-se devorado e perdido naquela imensidão castanha. Curvas perfeitas como dunas de areia, cabelos macios, ondulados. Boca pequena que inchava e avermelhava a cada toque do amante perfeito.
A câmera de Renatto, ambiciosa, tentava roubar para si aquela beleza fria e indiscutível. Deitava, rolava, brincava com os lençóis, os cabelos que roubava a cena caindo no rosto.
Renatto via, naquele corpo de vinte e poucos anos, o veneno que chama e quer. Branca se tornou a musa, era sua paixão de perdição, aquele sorriso de libertinagem, aquele ar sério. Branca sabia ser todas, todas as mulheres que toda mulher tem que ter pra si, a séria, a extrovertida, a doce, a pecadora. Era um anjo e um demônio, mas, que ninguém nunca saiba.
No trabalho, na família, para os amigos e a sociedade, Renatto achara sua musa, Branca maravilhou-se e aproveitou de seu doce deleite. Flashes furtados, os olhos que não se perdiam, o seu enrubescimento diante das situações adversas, as frutas que mordia, tudo alimentava seus desejos.
Finito
Até quando Renatto foi para Paris, Branca não se abalou, desapegaram-se, estavam saciados depois de uma obra de arte que foi a paixão dos dois, uma relação de total liberdade pessoal.
Os anos passaram, Branca casou-se, teve duas lindas filhas, três lindas netas, nem os anos abalara aquele charme que a elevava e morreu, com a glória dos anos que viveram e assumira.
Depois do velório, sozinho, Renatto deixara flores vermelhas e um retrato de cinquenta anos atrás. Branca, nua entre os lençóis, risonha.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Semi final do Campeonato Paulista de 2009

Nosso guerreiro esta contundido. Contagem regressiva pra recuperação do gigante RC. 4 meses...


Espero que os corinthianos aproveitem o gostinho da vitória por esses 5 dias que nos separam. Confesso que também ficaria feliz se meu time derrotasse um dos melhores times do mundo! Infelizmente, ganhar uma batalha não significa vencer a guerra. Vocês podem ter um fenômeno, desonesto, sujo, hipócrita e com a data de validade expirada! Porém jamais terão um Rogério Ceni! Muito mais que ídolo e fenômeno, um torcedor capaz de dar sua vida ao time! Se ele pegou um chute do Gerrard numa final de Mundial, não é um "Cristian" (QUEM?) que nos derrubará. Gestos mal educados de suas partes também já são esperados e, sinceramente, não nos afeta. Questionar sobra a suposta posição sexual também já perdeu a graça, assim como já não há mais graça ver os vídeos que "fiéis" choram pedindo pra tirar o "Todo Poderoso" da merda. Honestamente, título da série "B" é algo pra poucos e na sala do Soberano esse prêmio nunca existirá. Sintam prazer nesses 5 dias.. Agradeçam a Globo, ao Salvio e a todos aqueles que dão ao seu timinho a sensação de ser grande! A mídia pode comprar tudo mas nunca lhes darão o gosto de 3 Libertadores seguidas de título Mundial. O prefixo HEXA é pra quem pode e levam-se anos para conquistá-lo. Semana que vem nos vemos no Morumbi e tenham certeza de que serão tratados como seres humanos devem ser tratados! Iremos combater sua ignorância com educação.. Se vocês foram criados na favela e não tiveram oportunidade de educação, sinto muito! Exteriorizem o ódio pra se achar grande, faça isso! Atitude antidesportiva é resolvida na justiça e o futuro do Paulistinha se resolve em campo. Não se esqueçam que o mundo dá voltas! Amanhã e depois vocês voltarão a apanhar do River, afundarão de um jeito Náutico e levarão mais balas de um tal de Carlinhos. Pense e tema isso. Até domingo que vem no Morumbi.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Menina

Raul e Lívia se conheceram no trabalho, trocaram e-mails e começaram a conversar e foram se encontrando. Só que Raul era monótono nas conversas, Lívia era mais expontânea, dinâmica, gozava de seus 16 anos aos pulos, seus finais de semana não acabavam antes de uma interatividade com seus amigos. A mãe entendia, afinal, jovem e bonita, a vida só se vive uma vez.

Raul é estagiário, faz faculdade e consome no vácuo glórias que ainda não tem. No mesmo lugar onde Raul trabalha, foi admitido fulano de 23 anos, efetivo. O reinado de Raul ali teve fim, já não era mais o único cara bonito e interessante pra se conviver.

Um dia, ele telefonou e foi direto, querendo vê-la chamou-a para um cinema, na sua alegria de moça nova aceitou, mas, sensata avisou:
- Chego antes das nove.
Concordou, viram o filme comportados e depois entraram numa lanchonete para conversarem, sentaram-se numa mesa discreta no fundo.

R - E... você já namorou?

L - Sim, já... por 06 meses. - O máximo foi 2 meses - E você namora?

R - Não, mas já namorei. Assim, namorei mulheres, não meninas como você.

O espanto de Lívia com a altivez de Raul foi tão intenso que sentiu sua pressão baixar e percebeu que todo seu preparo e investimentos para uma noite tão especial foram descartados após aquela frase tão perpétua pro seu novo coração. Ela, pra se recompor, calou-se, mas logo em seguida, mostraría-se mais ríspida e firme. Encorajou-se com as poucas forças que lhe restava.
R - Então, eu quería te fazer uma pergunta meio indiscreta...

L - Fala.

R - Ah não, é chato perguntar isso...

L - Pergunta logo Raul!

R - Não...

L - Vai logo! Pergunta logo se eu sou virgem!

R - E você é?

L - Não, mas eu sou uma menina! Tenho corpo de 16 anos e não penso como uma menina de 10 anos.

R - Não, não... Que isso! Também não é pra tanto!

Conversa vai, conversa vem e como todo homem, instigou:

R - Fulano vai viajar e meu deu a chave do apartamento dele, vamos lá no fim de semana?

Lívia aceitou, numa febre intensa, algo novo que consumia seu corpo moço, não sabía se era paixão ou algo mais sério, que talvez mudasse sua vida para sempre.
No dia e na hora marcados, eles se encontraram numa praça próxima ao apartamento, Lívia cheirava a colônia barata e Raul a um perfume que o deixou pobre o mês todo; ela, ao contrário do que ele pensava, estava convicta e segura em cima dos saltos, num vestido colado na cintura, cabelos soltos e batom levemente avermelhado. Ele de tênis e calça jeans, camisa de colarinho verde e cabelos ao vento.

Viraram a esquina e chegaram, lá eles sentaram e serviram-se de um vinho novo, num sofá velho ele a beijou de um jeito bruto, ela o afastou numa grande repulsa e o viu se contorcendo no chão, na esperança de respirar morreu olhando a vingança e o sarcasmo naqueles olhos de menina.

domingo, 12 de abril de 2009

Delírio

Passou a mão nos cabelos, olhou pro lado e se viu no vidro do carro estacionado. Estranha...
Tinha nas costas a mochila entupida de bolacha, livros e lápis.
No pé, o tênis sujo. Na cabeça milhares de pessoas, palavras, notas e livros, e mais livros...
“E se eu achar o resultado da hipotenusa eu percebo que Policarpo de Quaresma poderia não estar tão doido assim... Nooow ... I’m gonna love youuuu.... till the heaven stop the raaaain...”
Tropeça numa pedra e sente o vulto de um ônibus desenfreado ao seu lado.
Susto.
Repõe o fone no ouvido e continua seu trajeto, sem olhar pra nada.
Estranho... Mas já se acostumou.

Nathalia.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Arte do Centro

Era dezembro de 2008, uma chuva intensa na Paulista, que o guarda-chuva não aguentava mais, meus pés encharcados, nem sombra dos comerciantes, pessoas se alojavam debaixo de toldos e eu cansada, à procura de um presente de natal, foi quando meus olhos encontraram uma galeria, ao entrar me deparo com vários Café's, cabelereiros, papelarias, vou andando mais, com o guarda-chuva caindo em uma das mãos, molhando os caminhos por onde passava, de repente um corredor vazio de pessoas, apenas lojas, vou andando e ouço uma voz, longe e baixa:



"Ei, você, gosta de poesias?"



O nome dele é Antônio Luiz Júnior, cabelos brancos e compridos, barba branca até o início do pescoço e bigode, na faixa de uns 55 a 60 anos; levava consigo vários folhetos e uma bolsa preta que parecía estar um pouco vazia, sua blusa branca de tecido confortável, sapatos gastos e calça escura e esgarçada dava-lhe ares de uma humildade transpassada.



"Sim"



Ele me acenou e fuiem direção a ele, os folhetos de umas 8 páginas cada eram poesias, um artista sem chance, afinal era um homem com dons artísticono mundo dos negócios. Contei a ele que também escrevia e ele me deu seu e-mail, anotei e comprei um de seus livros, cinco reais, talvez fosse o único dinheiro que conseguira naquela tarde chuvosa e vazia.

Quanto ao e-mail, perdi o papel, mas voltei pra casa lendo seu livrinho, molhada com o presente que fui encontrar só na República.
Não voltei mais àquela galeria, até porque não lembro mais o caminho, as poesias são boas e na contra capa um agradecimento:

"Ao público do MASP Espaço Unibanco do Cinema Teatro Augusta."
Realmente não sei se estava neste lugar mesmo, ele parecía ser nômade e como disse a chuva estava forte, embaçando tudo.
Quero homenageá-lo pela coragem e persistência, que não sabemos de sua história, e estava ali, naquela tarde vazia e molhada, vivendo dos sentimentos que escreve de um amor que não teve.
"Então eu estou aqui
e você também
me permita ser o seu espelho esta noite
e cantar em mim o teu encanto
tua estranheza e teu espanto
como quem sabe no fundo
que não há distância neste mundo
pois somos uma só alma
me permita ser esta noite
a voz que te encanta e se encanta de ti
que te faz sentir e parar
como quem volta pra casa
e resolve se amar."
Do livro "Poemas Inéditos por Antônio Luiz Júnior"

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Nata

Há tantas coisas na vida que podiam me tirar do sério... Uma ofença, uma agressão, o Kassab nas páginas do jornais, enfim, várias !
Eu não gosto de estar caminhando, tropeçar, machucar o pé. Mas mantenho a calma e sigo meu caminho. Acontece. Não gosto de ter que ir buscar café pro chefe, faço. Mas sem prazer nenhum naquilo. Não gosto quando estou escrevendo alguma coisa e a Mariah Carey começa a cantar bem do meu lado, quando ela joga aqueles agudos estridentes dela, então, uh !
Não gosto quando o telefone toca e eu estou tomando banho. Porque eu fico curiosa pra saber quem é e saio pra atender. E se for telemarketing, então ? Nossa ! Enfim, há inumeras coisas que podiam me descontrolar, mas nada se compara a Nata do Leite. Hoje eu vim aqui pra falar da indesejável nata no meu, no seu, no nosso leite !
Imagina só, vc com maior vontade de tomar um cafézinho com leitinho à tarde e chega o copeiro bem na hora, com aquele ar cheio de graça, simpatia e bom humor (se não for o Soares, claro) e te oferece um delicioso café com leite. Vc aceita, acreditando que vai beber o melhor café com leite da tua vida porque está com vontade... Da cor que vc pediu, ele chegou ! Já separa uma bolachinha, se prepara e dá um gole, dois, três. Eis que surge a indesejada. A nata. Ai.
Aquele pedacinho de não sei o que, molinho. Por quê ?
Aí eu resolvi saber como a nata se forma e porquê.

Nata
A nata ou creme de leite é a camada gordurosa do leite que se forma à superfície.
No leite fresco em repouso, a porção gorda, mais leve que a água, forma uma camada de nata à superfície, que pode ser removida para uso posterior; esta nata tem apenas 30% da gordura do leite. Nos países industrializados, no entanto, a nata é extraída do leite por centrifugação e depois tratada termicamente para se conservar mais tempo.
Uma das formas mais conhecidas de utilizar a nata é batendo-a para lhe incorporar ar, tornando-se assim uma fina espuma que se pode misturar ao café no cappuccino, mas geralmente se mistura com açúcar muito fino, para formar o creme chantili.
Outra forma usual é adicionar nata a um molho de cozinhar carne, como no bife à Marrare ou, junto com cogumelos, no estrogonofe.
A nata pode também ser fermentada para formar a nata ou creme azedo (sour cream), utilizado em algumas comidas dos Estados Unidos da América e também no borsch e nos pelménie da culinária da Rússia, Ucrânia e vizinhos. Uma outra fermentação produz uma espécie de queijo, por vezes chamado "queijo-creme".

A nata é uma coisa da vida... Não bem-vinda, mas vai eu fazer o quê ?
Odeio nata.