terça-feira, 29 de julho de 2008

É segredo...

É segredo e eu não posso contar, também não dá nem pra explicar! Éramos frágeis e incapazes aquela hora. Falo a verdade, fui molhada como uma esponja e torcida até que a última lágrima escorrece. Ouvimos histórias, abraçávamos uns aos outros, nos apoiávamos, precisávamos sempre de um abraço, um consolo; pois vemos, eu tenho certeza, nos deparamos com todos os nossos medos. Olhamos para nossas vidas e revelamos a barbárie que éramos! A brutalidade, a insensibilidade que convivíamos nos nossos dias... A dor bateu, a dor bateu forte! A vontade que me dava era a de correr pros braços da minha família e pedir perdão, perdão pelo que eu sou, perdão pelo que eu fazía! Poder fazê-lo antes que não houvesse tempo, antes que viesse o último dia de vida deles, dos meus amigos, tudo. Eu parei de pensar e comecei a sentir, estou sensível agora, sei reconhecer um sorriso quando me é dado, reconheço o trabalho que dou a eles, reconheço que errei, reconheço os meus acertos. Eu levanto a cabeça agora e posso dizer, tudo pra que meu dia termine bem, "eu sou uma guerreira, eu lutei pelo que eu quis." Eu conquistei muitas coisas na minha vida e chegou a hora de parar de brincar de garota carente, eu não quero mimos, quero sentimentos, eu não perco mais meu tempo com o que me destroía, facas agora estão aposentadas! Só meu pé que realmente ainda dói, é verdade, mas isso também vai passar.

Eu ganhei muuuuuuitas cartas este final de semana, quando estávamos naquele momento perpétuo de reflexão, caiu em mim um pacote grande e eram vocês minhas crianças, demonstrando seu carinho por mim; era uma sacola amarela carregada de lembranças boas, foram cartas da minha mãe, da Patá, da Tati, do meu pai, da Maria(tia/madrinha), do Janison, da Natoka, da Juh, do Luizinho (meu afilhadindo), do Franklin (60cm mais ou menos), da Aline (to na dúvida quem seja ela... quería saber pra agradecê-la), da Soninha, etc...
Minha mãe mandou meu ursinho que ela teve que me dar quando era criança pra que eu parasse de carregar meu cachorro (kako) pra cima e pra baixo rsrs, desde então somos inseparáveis. Essas lembranças sim são minha herança... meu tesouro...
Enfim, essa postagem eu dedico aos meus grandes amigos, os que estavam lá do meu lado na hora e os que não puderam estar. À minha família principalmente, meus verdadeiros amigos, que me amam e que me esperam.

Eu não quero deixar pra amanhã, EU AMO VOCÊS, nada mais me importa na vida, se vocês eu não tiver!


CONTRUIREMOS UM NOVO TEMPLO!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Voz

Se estamos no mesmo lugar, todos deveríamos agir da mesma forma...
Se clamamos pelo mesmo espírito, é sinal de que esperamos pelo mesmo propósito.
Se celebramos frequentemente e muitas vezes mecanicamente por algo, acreditamos nisso, ou não...
Mas o que vem ao caso é a desavença entre pessoas que deveriam ser iguais perante a um ser maior em que acreditamos firmemente.
A influencia de personalidades na alma imatura de alguém é o que acaba confundindo-a de fato. Não se pode ser você mesmo hoje em dia.
Não entendo pessoas que mantêm comportamentos distintos em tão pouco tempo. Certa vez ouvi que existem pessoas que se revelam e se completam, porém nunca se transformam. Tem sentido... Tudo o que você viveu e adquiriu não pode simplesmente evaporar de sua consciência, apagar-se como se nunca tivesse existido.
É difícil tentar uma convivência harmônica com o suposto “inimigo” quando todos tentam te alertar dos perigos. Mas a final de contas... o que temos a perder? Temos direito a crescer e nos completarmos, e como podemos fazer isso se não provocarmos algo que realmente nos faça refletir e ver o que é realmente o melhor para nós?
Por isso eu sempre digo, bom senso nem sempre é indispensável. =D


Nathalia Barbosa

quinta-feira, 24 de julho de 2008

FESTA PRA RAROS




Alex e Luíza - Afins e Acasos


Estava muito à fim dela! Mas eu cursava nas minhas faculdades mentais tudo o que a irritava. Não praticava esportes, era carnívoro, onívoro. Não lía clássicos, mas sim os classificados do Jornal do meio dia o dia inteiro. Odiava quiabo e detestava teu cheiro, era algo doce e sufocante assim como ela que me prendía no teu olhar e sabía, sabía que mexia comigo. Tua boca era como panos da mais pura seda, macia, sem marcas, cores fracas e opacas e eu querendo, com minha boca, ser um lápis para colorir e me vestir daquela suavidade.
Ela era mais forte que eu, cada passo seu pelos corredores me diminuía como a uma ovelha guiada e cega; era chefe da área 12 e não uma simples gostosa do RH, uma loura sem graça. Eu trabalhava como mentor da área de marketing; eu podería muito bem inventar um filminho com musiquinha e tudo pra ela que não estaría nem aí! Não que eu tenha feito e num ato de loucura intensa mostrado a ela, anexado num envelope, não dito o nome, apenas com título: "É isso que você faz comigo, é assim que fico." Não! Acha? Tá tudo bem... Você achou certo.
Fiz, coloquei na mesa dela segunda de manhã, assim que chegou viu o envelope e ouvi o barulho na televisão. Pelo visto tinha assistido logo que chegou, como uma criança que fica curiosa pra ver o presente; ela riu muito, uma risada agradável de se ouvir, desligou a televisão, guardou o DVD na caixa e o jogou no lixo! Meu final de semana foi jogado no lixo! Quando era 10hs, ela vai até a minha mesa e diz: Vá até a minha sala agora. Aquele ar de chefe, cisuda, mandona, me senti mais atraído ainda. Fui, numa mistura de assustado e ansioso.
Chegando lá, ela estava sentada em sua cadeira, assinando papéis e falando ao telefone; uma mulher ocupada, vi cada detalhe do seu corpo, seus cabelos brilhantes, cacheados; a pele um pêssego, as maçãs do rosto rosadas, os olhos verdes eram diamantes perdidos no rio; suas mãos...
- Alex! estou falando com você!
- Ah! Me desculpe Luíza... Como dizia?
- Eu quero que você reuna o grupo da área de edição e capacite-os para uma propaganda da empresa Geoface. Fechei o contrato com eles ontem e temos um prazo de entrega que vence quarta-feira; estão aqui
os documentos falando dos planos da empresa e o que ela faz, enfim, até quarta feira quero ver as propagandas na TV e os outdoors nas ruas onde eu passar.
- Mas Luíza, o prazo é curto, as empresas de outdoors demoram uma semana pra liberação nas avenidas, e o pessoal da edição estão chegando das férias e,
- Alex, chamei você aqui porque eu achei que você fosse capaz, mas se não é eu posso muito bem passar pro Ulisses que está doido pra ter uma chance dessas. Eaí, vai dar pra trás? Se der, passará de coordenador pra secretário num minuto!
- Ok, vou começar logo então. Licença.
- Alex, quero um vídeo melhor que aquele de manhã tá? hehehehe
Ela me pôs à prova e ainda tirou sarro do meu vídeo! Ok, agora é guerra, vou mostrar pra essa mulher que tem um homem aqui que tem capacidade e que vai fazer de tudo pra conquistá-la, assim como ela me conquistou. Que tem um homem aqui que pensa nela 24hs, que imagina ela dormindo, que sonha com ela e tem desejo de tocar a sua pele...
Comecei, organizei toda uma equipe, conversei e insisti pro carinha dos outdoors e consegui liberação, na terça à noite, liguei pra Luíza, contando tudo, como foi, como tá, enfim. No final ela me disse: Vamos ver...
Na manhã seguinte, Luíza vai até o trabalho, ela vê algo no caminho que a inquieta... Chega no escritório e me manda ir até sua sala. Entro, sento e ela pergunta com ar sério:
- Agora explique.
- Simples:
"Luíza, vem viajar comigo e conhecer as inúmeras vantagens da Geoface, nossa empresa turística?"
Vamos?
- Acho que preciso almoçar antes... rs
- Conheço um restaurante ótimo. Lá não tem quiabo! rs
E pra finalizar eu afirmo, tudo é uma questão de oportunidade, criatividade e motivação. A Luíza é o amor da minha vida porque ela foi meu maior desafio.
- Amor, vamos descer pra praia?
- Vamos, mas peraí, deixa só eu ligar pro dono desse Sedan aqui dos classificados...
- Sedan? Lembrei de uma história... uma amiga minha virou médica por causa de um Sedan... foi assim...
(Mas isso já é outro causo...rs)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

TREVAS



Apague a luz e só
Apague a luz e me deixe aqui
Por hoje chega
Minha vida é solitária
Por hoje chega

Cega luz a que te ilumina
Faz chegar perto o mal que te perturba
Doce semblante, ah que nojo
Chegou aos teus ouvidos que eu estava bem/
Como uma mensagem oculta do demonio

Dias solitários são assim
Agora apague a luz
As lágrimas secam e eu adormeço
Meus amigos me ajudariam nessa hora
Só eles

Meu único alcance agora
É o da minha mente perturbada
Meus olhos caídos
E minhas loucas aventuras

Abaixo eu saberei como te tocar
Fecho os olhos e danço com a música
Em uma suavidade que só um solo diria
Pegue a guitarra e me ajude agora

Elas



Elas dançam com o vento
É encantador
Eu me sinto vencedora por te-las ao meu lado

Vem cá
Não precisa decorar poemas
Basta ser você
Já isso, meu dia é outro

Eu mudei por vocês
Eu mudei pra dar o meu melhor
Eu mudei, agora eu não sei mais
Viver sem vocês 1

Estranho isso
Me sinto certa
Me sinto bem
Me sinto com 16 anos
Me sinto jovem
Peraí é o que sou

Elas me amam
E eu sou feliz de fazer parte dessa canção
Eu componho pra vocês
Amigos assim, quem tem sabe
E formidável saber que eu vou passear
E o programa são elas

Perto delas eu sou eu
Sem montagem nem performance
Véia, menino ou menina
Amigos não tem divórcio
Amigos são filhos
São pra sempre.

E eu blá blá blá...

"HOJE EU ACORDEI FELIZ, FIQUEI COM VOCÊS O DIA, NOITE TODA EU SEMPRE QUIS..."
Acordei totalmente certa e eu estou feliz! Acordei com vontade de mostrar minhas unhas vermelhas e determinada de conquistar o perdão dos amigos. Ontem meu dia foi demais, as fotografias ficaram lindas, eu ri das minhas mancadas e mergulhei de cabeça nos carinhos de pais, amigos e o meu amor. Olhei no espelho, vi um rosto feio, uma pele feia e ri, fiz careta na hora da foto e ache o máximo. Estou com dor de barriga de tanto yakissoba e estou maravilhosa. Minhas pernas estão inxadas e doendo e eu etou bem. Estou com vontade de te ver e cantar minha canção. Quero aproveitar enquanto o tempo está ao meu favor, só falta uma coisa pro meu dia ficar magnífico. Veremos depois do almoço...


;) i Viva lá vida louca !

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Enquanto isso, um milk shake

Sei perfeitamente o que ela vai fazer quando sair dalí. Ela vai sair correndo pro Bob's comprar um milk shake, o tamanho vai depender da dimensão do seu ego; se só tiver com vontade vai ser pequeno, pois é consciente e acompanha o regime, mas às vezes escapa um pouquinho, se tiver com cara feia segura, vai ser médio; agora, se tiver chorando, vai ser do grande mas com certeza! Por que ela precisa disso? Eu vivo aqui me perguntando... Ela enriquece o Bob's de um modo! É sempre o mesmo carinha que a atende, ele a conhece como a um confidente que só ouve, só obedece, como um cachorro leal. Ela pede um ovomaltine do grande soluçando e enquanto ele faz ela narra a história de seu suicídio. Ele ouve e vê o olhar triste dela como se assistisse o desperdício de um raro tesouro, o coração daquela bela mulher se destroçando.
E assim é a rotina, ele chega abre a loja e ela é a 1ª cliente, no meio da tarde ela surge e quebra o marasmo, por 05 segundos ele vê seus saltos tilintando no chão, ela correndo pra se preparar pro final de semana. Ele se sente culpado por fazer da tristeza dela a sua alegria. Mas olhar aquela doce pessoa chorar é cometer um dos maiores pecados, é um sacrilégio, fazê-la chorar devía ser motivo de cadeia. A tarde podería ser o infinito da sua presença. E se ele tivesse o ímpeto, a súbita idéia de puxar um assunto? De dar-lhe um conselho? Talvez não o ouvisse, talvez conseguisse... Mas enquanto isso, seu coração vai sendo magoado e ele faz deliciosos milk shakes pra ela, sua única forma palpável de fazer aquele sonho não ter fim e de deixar a mulher de sua vida feliz.

Nasci pra ser selvagem


Estava Andréia andando pelas ruas ao redor do prédio onde trabalha, a manhã foi difícil, cheia de buchas para serem resolvidas e resultados exigidos da sua performance; a internet não ajudava, os telefones não atendiam, os links de ajuda não ajudavam e ninguém reconhecia seu esforço. Após muito esforço ela consegue finalizar tudo e sai pra fazer sua sagrada hora de almoço. Recolhe a carteira, pega seu celular pra qualquer contato inconveniente que queira ligar e estragar sua hora de silêncio, leva o livro e sai. Era um dia frio, conveniente para uma boa reflexão sobre sua vida, isso para ela não estava sendo lá uma atividade tão feliz, pois a entristecia lembrar que nunca mais foi às aulas de ioga, tinha largado o teatro, não tinha muito tempo para o namorado, sentía saudade dos amigos, teve comprar outro celular pois aquele fora roubado por uma das falhas da segurança nacional e perdeu sua agenda, conseguindo só recuperar alguns telefones. Bateu-lhe um imenso vazio, monotonia, era jovem, não podería continuar assim! Abría diariamente e-mails sobre o "aproveite a vida, faça tudo hoje pois amanhã não se sabe", vía seus pais que raramente víam seus amigos e não desejava que tudo fosse assim.
Continuando a caminhar, se aproximava de uma rua de duas mãos, muito difícil de se atravessar, ela sempre pensava, "quem fez essa rua assim é um louco serial killer que não pensa em pedestres e deve ter um Sedan e dirigir de 80 à 200km/h no mínimo, pra sair matando.!", era realmente um terror. Logo do outro lado da rua ela vê uma mulher adulta, alta, cabelos e corpo perfeitos, linda de morrer, hospedava em sua ouvido um celular com que conversava com alguém calorosamente e tinha um garoto que agarrava sua mão, um doce de criança, abraçava a mão da mãe e a observava com o celular com um grande carinho, mas triste por ela não dar atenção a ele que era seu filho. Mandando salvas a ela e ela sorria um sorriso amarelo e voltava a conversar.
Até que ele não agüentou aquela situação, fiquei observando e senti que ele ía começar a chorar, fiquei aflita, afinal se ele saísse correndo podería ser atropelado. E como pensei, ele chorou, chorou um choro de profunda tristeza e abandono após ter levado um puxão de sua mãe pra que ele parasse pois a estava atrapalhando.
Começou a molhar os asfalto com suas lágrimas de criança e correu, nesse exato momento vinha o Sedan da esquerda e que estava à mais ou menos uns 60km/h. Na hora ela sentiu o seu coração pulsar impulsivo! Sentiu a dor que aquela mãe passaría por ver seu filho morto no meio da rua, a roda pegando seu corpo frágil e seu dia acabar naquele segundo, sua alma apodrecer se ela não fizesse nada e correu. Correu o mais que pôde! Pegou-o nos braços e se jogaram na calçada, o abraçou forte! Nesse momento, sentiu que ele estava parado, parado demais. Enconstou seu ouvido no coração dele, "ele teve uma parada cardíaca", sua mãe disse, "ele tem problema de coração". Vi que ele precisava de socorro ali e agora, senão ía morrer. A mulher ligou pra emergência, Andréia, enquanto isso, lembrava de todas as lições do curso de enfermagem que tinha feito. Aplicou uma respiração boca a boca pra tentar reanimá-lo. Fez, com pausas e massagens no peito, fê-lo cheirar álcool e conseguiu! Ele começou os primeiros movimentos, sua mãe emocionada aproximou-se e disse que o amava, prometeu nunca mais cometer aquele erro e disse o quanto ele era importante pra ela. Andréia diz a ele pra não fechar os olhos, para não dormir, citou palavras reconfortantes, pra que não se assustasse. A ambulância chegou, ele foi resgatado. Desejou boa sorte para a mãe, disse a ela que tudo iria dar certo, ela me abraçou forte e me agradeceu com lágrimas nos olhos.
Permaneceu inerte alí por uns 10 minutos, ainda muito mechida com tudo aquilo, logo continuou caminhando. Chegou ao restaurante, sentou e bebeu um suco, trêmula, mas feliz, feliz por saber que ele iria sobreviver, começou a relembrar os fatos tentando desvendar o que sentiu naquele momento em que o viu voltando à vida, era uma força que se traduzía na felicidade de tê-lo salvo. Dele poder ter mais uma chance com sua mãe. Agradece à Deus até hoje por tê-la posto alí, naquele momento, para que ela pudesse salvá-lo.
Naquele dia, em casa, repensava sua vida, sem se frustrar. Descobriu então a medíocridade que vivía, trabalhava sem paixão nem admiração do que fazia, não sentía à muito tempo uma emoção forte, algo que superasse suas limitações, que a ponha a prova, algo vivo! Que a faça completamente nervosa ou completamente feliz! Lembrou de sua infância, lembrou do curso de enfermagem que fez e que adorou, mas por nunca ter conseguido feito nada na área da medicina, desanimou. Releu seus livros, que, sempre interessantes, sobre cardiologia e decidiu.
No dia seguinte se inscreveu num vestibular pra faculdade de medicina e passou em 10ºlugar. Assim que conseguiu um estágio remunerado na área de cardiologia largou o seu emprego na empresa onde trabalhava.
Hoje Andréia é doutora em cardiologia, feliz e realizada, cheia de pacientes, um deles é Ricardo, um garoto de 08 anos que sofre de sopro no coração e que faz seus exames de rotina, seguindo à risca as ordens de Andréia, a mulher que um dia salvou a sua vida.


Manuela Ramos


"Você ainda está vivo! Carpe diem!"

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Vontades vs Consciência

Eu quería muito escrever um artigo legal aqui hoje, mas eu peço desculpas aos leitores, hoje vou decepcioná-los. Coloquei esta foto de um anime, muito lindo que eu gosto muito, pra que ele possa transpassá-los visualmente aquilo que eu to sentindo agora... Olho pro que fiz da minha existência e não entendo ou não posso acreditar. Faço falta aos meus parentes e amigos, me dedico totalmente aos meus livros, meus estágio, meu blog, meu namorado e infelizmente, assumo, deixei de lado o que mais me fazia feliz na vida... Não que estes não sejam importantes, não que estes eu não adoro estar, mas sim, não estou conseguindo ser capaz o suficiente de coincidir as coisas, separar os tempos, deixar a sombra da minha incapacidade de lado... Quero fazer as coisas darem certo, mas como sem um esforço? Ah... eu tenho tanto ainda pra fazer, minha vida mal começou e eu já to nesse marasmo? Ver as minhas lembranças e chorar?
Tenho que viver, fazer valer viver, sair correndo do que me magoa, me entregar a uma aventura! Ouvir mais a voz da loucura! Vamos mandar tudo pro inferno?! Ae, capeta tá chamando todos vocês que me enche o saco. As Trevas os esperam!!!!! Muuahahaha!!!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Arnaldo e Bárbara


Arnaldo e Bárbara, "eu e ela nascemos um para o outro", é o que a música que ele fez pra ela dizia. "O meu coração é dele", por onde passavam surgía passarinhos pra cantar vosso caminho, como placas de indicação pra dizer que tudo está indo bem. Ele pagava o cinema e ela a pipoca, ele ligava e ela desligava por último. A letra do nome dela vinha seguida do dele, nas férias passavam pela praia à noite correndo como fugitivos da polícia, á procura de um canto deserto pra se tornar um cenário do ninho de amor.
Ela de capricórnio, ele de touro, um ascendente do outro. Passavam horas à fio montando um bom programa pro final de semana, quando não decidiam nada íam pra casa de sua mãe, que fazia um almoço e reunía a família, onde ela encontrava suas irmãs solteironas e contavam sobre suas viagens extraordinárias, as encrencas e adrenalinas que passavam, as fotos com mais de mil cenários diferentes e eles sempre abraçados, ele mais alto que ela e ela com a mão sobre seu peito. Paris, China, Paquistão, Rio de Janeiro e o bendito do casal lá no meio! Sempre felizes! Com eles não tem tempo ruim, se estão bravos um com o outro se abraçam fortemente pra despejar naquela força sua raiva.
A primeira vez que se viram foi num baile de debutante da sobrinha de Arnaldo, ele estava lá, tão sexy no meio de toda aquela pirralhada, com aquele ar de paizão que despertou o instinto materno de Bárbara. Ele a viu, os dois desfrutaram de um relance mágico, olhares profundos. A beleza dela o magnetizou, ele movido por aquela mágica, encaminha-se até ela e diz:
- Nossa! Você é bárbara!
Ela com um olhar de encantada para com aquele moço que amava crianças diz:
- Prazer sou eu adivinhão...
Ele não entendeu bulhufas, mas nem ligou e continuou hipnotizado por aquela doçura e depois horas de papo entende que seu nome é Bárbara.
Viveram juntos da plenitude de um "Bom dia meu amor" até a casa surpresa que ele montou pra ela, e que um dia, em que ía ser o dia mais feliz de sua vida, um jantar à luz de velas, ele propõe um casamento e ela uma sociedade em que ele entra com a bunda e ela com o pé.

Fresta


Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.

Ela toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.

Por que você ama esta menina?

Póstumas

Eu tenho, eu vou, eu nunca, jamais, eu resisto, eu exito, eu amo, eu adoro, eu o venero, ó padrinho!
Quantas afirmações, rejeições, infrações! O que hoje eu afirmei com a postura posta à prova, amanhã eu já mudo... Não adianta... Eu afirmo e bato o pé: " A única certeza que alguém pode ter nesse mundo é a de que não sabemos de nada." Absolutamente nada! Não temos certeza de nada que possa acontecer, não tem sentido querer saber do amanhã. Você não gostaria de degustar uma praia com um notebook no seu colo, ou ouvir uma bela canção com pressa de chegar logo ao seu destino. Não faço carnaval em trincheira de guerra, não rio ao ver alguém chorar, meu poder não é esse.
Em dias de eleições, você estará sempre do lado errado se não ligar o seu voto à sua própria profissão. Eu não tenho profissão ainda, eu sou estudante, e agora? Em quem votar? Quem merece nosso apoio? Quem eu posso ter certeza que vai salvar a mim e meus amigos? Quem vai pagar, investir pra ver-nos realizados? Quem paga pra que Marios, Manuéis, Pablos, Cervantes, Sérgios, Azevedos, Assis nos prenda numa cadeira dentro de casa com um mundo em nossas mãos todos os dias? O prazer sem fim de conhecer seu próprio país? Quem, me diz!
- Eu estou do lado errado.
- Tem um lado pra se estar.
- Você tem que ter um lado.
- Tem um lado?
Porque tem que ter a esquerda e a direita? Por que eu tenho que ir pra escola, numa decadência num lugar onde talvez se aprenda, às 19 até as 23hs da noite, cansada mas querendo cumprir com sua obrigação, querendo algo mais! E a noite chegar em casa, ver que tudo podería ser diferente, tocar a minha gaita e de lá tentar tirar alguma idéia, uma ideologia que me faça fugir das normas e ter um lugar meu.
No dia seguinte, no trem da linha F que vai de Calmon Viana até o Brás, passar em frente à estação USP-Leste, sentir que seus planos não têm raízes e ao ver alguém que desce lá, sentir seus erros próximos ao seu peito apertando-te contra o mundo e ver claramente toda pressão que meu pai me fez pra que eu tivesse meu espaço, pra eu fosse uma profissional brilhante. É meu sonho, não é da boca pra fora. Eu me desespero ao ver que o texto que escrevi não ficou bom, choro ao ver um 5 numa redação. Esse um dia será meu ganha pão, o jornalismo é o que eu quero! Eu quero ser jornalista, quero ter o meu espaço quero me destacar. Mas a realidade me trás de volta e a dificuldade que eu vou ter de alcançar meus sonhos me deixa triste, mas ao mesmo tempo orgulhosa, um dia eu consigo e nesse dia eu farei um brinde aos meus livros amados, ao meu pai, pois sei que as tardes que passei, muitas vezes nervosa por não conseguir achar um X, as tardes de sábado e domingo jogando xadrez, à minha mãe e minhas irmãs por me apoiarem. Aos meus amigos, por me fazer acreditar em um futuro melhor.

Escritos ao Sembante



Para meu coração teu peito basta,
para que sejas livre, minhas asas.
De minha boca chegará até o céu
o que era adormecido na tua alma.
Mora em ti a ilusão de cada dia
e chegas como o aljôfar às corolas.
Escavas o horizonte com tua ausência,
eternamente em fuga como as ondas.
Eu disse que cantavas entre vento
como os pinheiros cantam, e os mastros
Tu és como eles alta e taciturna.
Tens a pronta tristeza de uma viagem.
Acolhedora como um caminho antigo,
povoam-te ecos e vozes nostálgicas.
Despertei e por vezes emigram e fogem
pássaros que dormiam em tua alma.


Pablo Neruda

terça-feira, 15 de julho de 2008

Liliam Stocco


Amigos, pelos bailes da Google pictures (rs), em uma busca por mangás e animes - qual a diferença? - me deparo com esta super produção de Liliam Stocco, que você pode encontrar junto a outros tantos desenhos bons no blog do Joynilson Art, cujo link fica aqui do seu canto superior direito. Ele também fica aqui à bordo do "Os dispostos se atraem."
Parabéns pro Joynilson e pra Liliam! Aguardo mais mangás, o show não pode parar.
Abraços!

Arnaldo Jabor

As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação.
A verdade em que você acredita determina seu caráter.
A reputação é o que acham que você é.
O caráter é o que você realmente é...
A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova.
O caráter é o que você tem quando vai embora...
A reputação é feita em um momento.
O caráter é construído em uma vida inteira...
A reputação torna você rico ou pobre.
O caráter torna você feliz ou infeliz...
A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura.
O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Huum...


Tudo que esperamos em vão sempre tem algum sentido no início, quando ainda não sabemos do que se tratará de fato.

Por isso sonhos são bem vindos quando precisamos de algo mais.

Por isso as coisas óbvias se tornam apenas hipóteses.

Ainda bem que eu não complico a vida... =]
Nathalia Barbosa

Bom dia e boa sorte!


Então foi assim, ele tava lá, ela também. Ele não tinha compromisso e já tinha lido vários livros e ela também. Se olharam formidávelmente! De uma forma que só ela olhou e ele nem viu, talvez o tenha visto, mas ele é tímido ¬¬. Linda como só um bom escritor naturalista possa descrevê-la, inteligente como "Os Sertões" que ele leu e citou pra ela. Um folhetim, pra começar, se fosse escrever a história deles dois, faría o seguinte: Ela sería uma garota quieta, revoltada com algum trauma do passado, ninguém à entenderia! Que foi? Não falei nada assim tão EMOcional... ='( E ele sería um tipo inalcansável...
Mas não, o mais legal naquela história toda, é que ela era real, coisas que acontecem e ninguém repara. Os textos do seu blog fazia sentido se você lesse pensando na vida deles. No fundo ele era parte já de sua rotina. No quarto, deitada na cama com o braço debaixo da cabeça, no teto montava um cenário de suas lembranças e se fechasse os olhos podería viajar até onde ele estivesse. Um dia num ato corajoso quebrota sempre do seu coração valente, um dom para poucos, sente que seus desejos já não merecem ser contidos! A vida pode ser curta, nunca se sabe, a vida pode dar uma revira volta, a vida é o agora, é o que se planta, é o que se vê crescer, e o seu girassol quis ter um céu. Sabe aqueles dias em que as perguntas têm respostas.
Toda pergunta tem resposta, porque você já não omitir nada, não há mentiras, tudo transparece! Enfim, um e-mail à calhar, clica no enviar com a esperança pulsando como nunca. Um e-mail, um... E a resposta. A Resposta ressalva e chega, ele passa em suas camisas verdes como relances em grandes perguntas que não calam. E deitada na cama novamente, ela houve uma canção e ri, toma um copo cheio até a borda e indetifica sua vida na sua frente. É o espelho agora tomando outro rumo... Observa-se outro ângulo. Nesse instante, o mundo se cala e o seu coração fala.

" Não ser só matéria. " É o que ela pede.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Nossa Essência - Sua vida...


Acredito que um dia cresceremos...
e tudo que fazemos hoje será visto como coisas banais depois...
Não sei por que mas sinto que o hoje é a nossa melhor fase.
Nós somos tão imaturos ao ponto de não percebermos o quanto,

Sorrimos, cantamos, pulamos, gritamos
como perfeitas crianças...
Como é difícil ter dentro de si dois lados completamentes distintos!
Nessa metarmofose

é maravilhoso ter pessoas que vivem o que você vive,
compartilha dos melhores momentos
mesmo se tudo isso que fazemos hoje for em vão

mesmo assim... ta valendo a pena agora,
e é isso que importa!
nossa amizade é mais forte que muitas coisas.

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos"

Recebi este depoimento no orkut de uma pessoa forte, cuja alma inabalável, ela muda o tempo todo, com várias idéias e informações decorrentes. Um dia quero ser igual ela:
Mudando, mas sem perder a essência e nada mais importa.

Já que não posso abraçá-la agora, sinta meu abraço Natoka

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Em Busca de Sentido - Viktor E. Frankl

Certa vez vivenciei de forma dramática a importância da relação existente entre esse perigosíssimo "entregar os pontos", o deixar-se cair, por um lado, e a perda de vivência em função do futuro, por outro.
O chefe do meu bloco, um estrangeiro que outrora fora um compositor musica bastante conhecido, disse-me certo dia: "Ei, doutor, gostaria de lhe contar uma coisa. Há pouco tempo tive um sonho curioso. Uma voz me disse que eu poderia expressar um desejo, que poderia dizer o que gostaria de saber e ela me responderia qualquer pergunta. Sabe o que eu perguntei? Quero saber quando a guerra terminará para mim. Sabe o que quero dizer: para mim! Isto é, queria saber quando seremos libertos do nosso campo de concentração, ou seja, quando terminarão os sofrimentos." Perguntei-lhe quando tivera esse sonho. "Em fevereiro de 1945", respondeu. Estávamos no começo de março. "E o que te disse então a voz em sonho?", continuei. Bem baixinho, me segredou: "Em trinta de março..."
Quando este meu companheiro me narrou o seu sonho, estava ainda cheio de esperança, convicto de que se cumpriria o que anunciara aquela voz. Mas a data profetizada se aproximava cada vez mais e as notícias sobre a situação militar, na medida em que penetravam em nosso campo, faziam parecer cada vez menos provável que a frente de batalha, de fato, nos trouxesse a liberdade ainda no mês de março. Deu-se então o seguinte: em vinte e nove de março aquele companheiro foi repentinamente atacado de febre alta. Em trinta de março no dia em que de acordo com a profecia a guerra e o sofrimento (para ele) chegaria ao fim, ele caiu em pleno delírio e finalmente entrou em coma... No dia trinta e um de março ele estava morto. Falecera de tifo exantemático.
Quem conhece as estreitas relações existentes entre o estado emocional de uma pessoa e as condições de imunidade do organismo, compreenderá os efeitos fatais que poderá ter a súbita entrega ao desespero e ao desânimo. Em última análise, meu companheiro foi vitimado porque sua profunda decepção pelo não-cumprimento da libertação pontualmente esperada reduziu drasticamente a capacidade imunológica de seu organismo contra a infecção de tifo exantemático já latente. Paralisaram-se sua fé no futuro e sua vontade de futuro, acabando seu organismo porsucumbir à doença. Assim a voz do seu sonho acabou prevalecendo...

William

Quantas, quantas inúmeras vezes que eu saio correndo dos lugares com músicas em volume de estourar os tímpanos? Falo tantas coisas que não faço... Tenho a solução de todos os meus problemas e idéias revolucionárias, eu quería poder mudar tudo.
Quando você olhou no meu olho e me disse que sim, que ía me apoiar naquela idéia, enlouqueci! Alguém me ouviu, alguém me levou a sério!
Explodi quando pensei na possibilidade do erro, quando tudo aquilo que sonhei eu podería viver... Eu tenho medo. Medo de não poder mais deitar na grama e olhar o céu, medo de acordar cedo e não ter o que fazer, nem trabalho nem lazer, medo de um dia olhar no espelho e eu continuar sendo a brutalidade que hoje sou. Medo de tudo o que de errado na minha vida acontece hoje, nunca mais parar de acontecer. De não saber frear, de só saber olhar pra trás. Só esperando que as coisas melhorem...
O que me magoa neste exato momento é a energia negativa que te carrega, é o olhar triste que você às vezes me transpassa. Se você resistisse, não se deixasse levar, se você soubesse abrir tua janela e deixasse o sol entrar tudo podería ser diferente... Eu ainda te amo, apesar de tudo... É por isso que não desisto de te ver bem. Posso te abraçar, sem pedir eu chego. Eu quero vê-lo bem.

"Posso fazer melhor um dia, mas não posso fazer o dia voltar pra fazê-lo."
Simplesmente esqueça que mais alguém exista. Tem uma voz dentro de você gritando pra que você a liberte...

quarta-feira, 2 de julho de 2008

I'm no angel (tradução) - Dido



Composição: Dido


Eu Não Sou um Anjo


Se você me desse apenas uma moeda
Por cada vez que dissemos adeus.
Bem, eu seria rica além dos meus sonhos!
Desculpe-me pela minha vida deprimente.

Eu sei q não sou perfeita,
Mas eu posso sorrir.
E eu espero que veja esse meu coração
Atrás de meus olhos cansados.

Se me disser que eu não posso
Eu tentarei, eu tentarei, eu tentarei a noite toda.
E se eu disser que estarei voltando pra casa
Eu provavelmente sairei noite toda.

Eu sei que posso estar assustada,
Mas eu estou viva
E eu espero que acredite nesse meu coração
Atrás de meus olhos cansados

Não sou um anjo, mas, por favor, não pense que eu não tentarei e tentarei.
Não sou um anjo, mas isso significa que não posso viver minha vida?
Não sou um anjo, mas, por favor, não pense que não irei chorar.
Não sou um anjo, mas isso significa que eu não irei voar?

Eu sei que não posso estar por ai toda noite
E eu sei que acho que sempre estou certa
Eu gosto de acreditar que você estará à procura

Não sou um anjo, mas, por favor, não pense que eu não tentarei e tentarei.
Não sou um anjo, mas isso significa que não posso viver minha vida?
Não sou um anjo, mas, por favor, não pense que não irei chorar.
Não sou um anjo, mas isso significa que eu não posso voar
?

Rough Landing, Holly (tradução) - Yellowcard

Composição: Yellowcard

Deixou o chão
Em preto e branco
E quando o avião desceu
Todas as cores ao redor
Agora eu sei
A marcha desmoronante
(*)E eu ainda não posso sair, só penso nela, não posso
deixá-lá ir
Você sabe quem é

Chorus :
Nós viemos para ver o mundo passar
E tudo o que ela encontrou em meus olhos, foram
problemas
Ela me trouxe do céu esta noite
Deixe-a ir [2X]

Ela se move rápido
Pega o controle como um ataque cardiáco,
sei que não posso voltar atrás
E o tempo passou
As noites passaram rapidamente
E ela era tudo o que eu tinha, pensei que eu não
aguentaria, não posso deixa-lá ir
Você sabe quem é

Chorus [2X]
Quanto mais longe eu vou,
mais ela me chama
Eu amo este som, então me de mais uma vez
E ela me trouxe do céu esta noite

Deixe-a ir [4X]