quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Serena

Quero algo que não tenho, quero o simples e o todo de um momento. Não quero ponta de faca e nem fragmento. Quero o corpo inteiro, a música inteira e o copo cheio, face a face com meu devaneio. Eu não vivo por metades, às bordas e jogada aos navios esperando bóia e salva-vidas. Eu não vivo no mar, onde tem terra pra pisar é que eu habito, é o que vivo, na certeza de não cair.
Tive ataques esses dias, foram lamentos de algo não vivido, mas diga-me, o que o ser humano ganha com isso? Faças as ressalvas que quiserem, esse discurso eu já ouvi. Não quero soluções e tampouco explicações. Quero ouvidos pra que ouçam, olhos que me penetrem como boas notícias pra alma. Que me abraça e me acalma. Uma alma como a minha, serena e tranqüila, doce, amável. E que esses momentos sejam tão maravilhosos que passem na minha cabeça como flashs numa memória impecável.

"Em dias frios, a miséria é o cobertor sem ter por perto meu amor."

Manu

3 comentários:

Juliana disse...

Nossaa perfeitO!

Adoreei! *_*

beeijO

"Os dispostos se atraem." disse...

Oi Ju!
Eeeee agradei!!!

Beijos

Juliana disse...

Orraa... demais!

BeijO