quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Viver menino, morrer poeta.

Ó, pai. Não deixes que façam de mim o que da pedra tu fizestes.
E que a fria luz da razão não cale o azul da aura que me vestes.
Dá-me leveza nas mãos, faze de mim um nobre domador laçando acordes e versos dispersos do tempo pro templo do amor.
E se eu tiver que ficar nu, hei de envolver-me em pura poesia e dela farei minha casa,
minha asa, loucura de cada dia...
Dá-me o silêncio da noite para ovir o sapo namorando a lua.
Dá-me direito ao açoite, ao ócio, ao cio, à vadiagem pela rua.
Deixa-me perder a hora pra ter tempo de encontrar a rima, ver o mundo de dentro pra fora e a beleza que aflora de baixo pra cima.
Ó, meu pai. Dai-me o direito de dizer coisas sem sentido.
De não ter que ser perfeito, pretérito, sujeito, artigo definido.
De me apaixonar todo dia e ser mais jovem que meu filho,
de ir aprendendo com ele a magia de nunca perder o brilho.
Virar os dados do destino, de me contradizer, de não ter meta, me reinventar, ser meu próprio Deus.

Viver menino, morrer poeta.

Vander Lee - Alma Nua

5 comentários:

Michel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
-=Shitake=- disse...

Desculpe a ignorância mas eh uma música do Vander lee? já tinha ouvido essas palavras antes... =\

Manuela Ramos disse...

Sim, sim!
Eu não coloquei, mas, vou corrigir isto, obrigada pelo toque :)
O nome é Alma Nua - Vander Lee

Cláudia Dans disse...

Manuuuuuuuuuuuuuuuu!
atualizei o blog! depois entra lá, certo?

beijos

=M A D= disse...

bela musica (Y)